sexta-feira, 17 de junho de 2016

Cuidado Com O Que Você Posta Nas Redes Sociais

A cada dia, vemos que os criminosos estão mais espertos, mais bem armados e menos destemidos. Enquanto isso, muitos de nós acabam, mesmo sem querer, expondo as vidas privadas cada vez mais.
É interessante notar como é fácil traçar o perfil de uma pessoa simplesmente analisando seus posts, fotos e comportamento nas redes sociais. Dá para saber como ela se locomove, que locais ela frequenta, quem são seus amigos, namorados e até mesmo as suas preferências alimentares.
Outro fato interessante relativo às redes sociais é que, embora o perfil de muitos que se dizem precavidos realmente seja bem restrito para quem não está adicionado entre seus contatos (e é cada vez mais comum classificar o "nível de acesso" dos contatos de acordo com vários fatores à critério do usuário), o mesmo não se pode dizer do perfil das pessoas que o(a) cercam. É bem comum descobrir o paradeiro de determinada pessoa em determinado momento simplesmente acessando o perfil de alguém próximo à este.
É necessário, portanto, que o sobrevivencialista tenha este fato em mente e tome algumas precauções para diminuir (pelo menos um pouco) a sua vulnerabilidade na rede.
O ideal seria abrir mão do acesso às redes sociais. Mas elas se misturaram de tal maneira às nossas vidas profissionais que para muitos tal medida seria impossível. Então, assim como na vida real, o sobrevivencialista na rede deve se comportar de modo a chamar o mínimo de atenção possível.

- Evite fazer check-in nas redes sociais nos lugares que você frequenta.
- Evite postar fotos de seus bens materiais, especialmente dos que indicaram claramente seu padrão de vida e seu endereço, como carros e casas.
- Resista a tentação de postar fotos e comentários de viagens e festas enquanto você está lá. Não custa esperar até a volta para casa.
- Fale o mínimo possível sobre o seu trabalho nas redes.
- Coloque na sua lista de contatos apenas quem você realmente conhece. Se você trabalha com o público, talvez seja uma boa ter mais de um perfil, de modo que o voltado para o publico seja genérico e voltado aos assuntos relativos ao seu público e um mais específico, para os amigos.
- Mantenha seu computador, tablet e celular com o máximo de softwares que sirvam de barreira para hackers, vírus, vermes, entre outros.

Resolvi fazer este alerta, após acessar os perfis numa rede social de alguns sobrevivencialistas e ver como é fácil saber onde eles estão e como eles vivem, qual o seu carro e que lugares eles gostam de frequentar...
Lembrando mais uma vez: O melhor comportamento para todo sobrevivencialista é ser sempre o Homem Cinza...

sexta-feira, 20 de maio de 2016

A Indiferença Pode Ser Mortal

Atualmente, aqui na cidade de Campina Grande, na Paraíba, estamos vivendo a crise hídrica mais grave de nossa história. O manancial que abastece a cidade está com apenas 9,5% de sua capacidade, perdendo cerca de 0,5% a cada 20 dias, mesmo com as chuvas acima da média em 2016, e para piorar, diversos especialistas tem alertado que, por diversos fatores, cerca de metade do que resta não poderá ser captado para consumo humano e outras atividades. Então, a menos que ocorra um verdadeiro milagre, a cidade ficará sem água até o fim no ano, ou no mais tardar, nos primeiros meses de 2017.
O que assusta é que a população parece não estar preocupada com isso. Se analisarmos as postagens nas redes sociais de habitantes da cidade, a preocupação é muito maior com a proximidade dos 30 dias de festejos juninos. A Prefeitura perfurou poços visando o abastecimento do palco principal da festa, que é o Parque do Povo. Tenta tranquilizar a população alegando que não será usada água do açude de Boqueirão. Porém, nem a própria Prefeitura e nem a população parecem não atinar para o fato que há um aumento brutal no consumo de água por causa da imensa quantidade de turistas que visitam a cidade. Além disso, são comuns as cenas de desperdício de água, mesmo com um racionamento que já dura 80 horas por semana. Não é raro encontrar pela cidade, pessoas lavando carros e calçadas, jogando fora sem cerimônia, litros e mais litros de água.
Porém, há relatos de falta de água em hospitais e maternidades públicas. Situações realmente calamitosas, como um episódio relatado por uma mãe que deu a luz numa maternidade municipal e teve que lavar-se com a água de 2 copos plásticos.
Ninguém parou para pensar ainda nas consequências de um colapso total no abastecimento de água. As indústrias e serviços serão forçados a parar suas atividades, agravando uma já sentida crise econômica. Não há nenhum esquema emergencial de abastecimento, nem para a população e nem para órgãos públicos, como hospitais e escolas. Só em Campina Grande, existem cerca de 450 mil habitantes. Como abastecer essa quantidade de pessoas se a água realmente acabar?
Fazendo uma conta simples. Partindo da suposição de há uma média de 4 pessoas por habitação na cidade, teríamos aproximadamente 100 mil casas. O consumo médio de água diário no país é de pouco mais de 160 litros per capita. Mas vamos baixar para 100 litros (segundo a OMS, 110 litros são suficientes para atender todas as necessidades de uma pessoa diariamente). Cada casa então gastaria em média 400 litros de água por dia (0,4m³). Seriam necessários portanto 40 mil m³ para abastecer só as residências, sem levar em conta outros estabelecimentos. A capacidade média de um caminhão-pipa gira em torno de 8 mil litros (8m³). Cada caminhão poderia abastecer 20 casas. Seriam necessários então, dispor de 5000 caminhões-pipa para atender a demanda diária da cidade. Mesmo que só sejam entregues por casa apenas 100 litros de água diariamente (25 litros per capita), ainda assim seriam necessários 1250 caminhões por dia. Mesmo que sejam entregues por casa 100 litros por semana, diariamente teriam que ser usados mais de 170 caminhões para abastecer a cidade. E aí, surgem as perguntas: Quantos caminhões-pipa há disponíveis aqui para este serviço? Onde buscar os 40 milhões de litros de água que a cidade necessitaria? Só isso já tornaria a tarefa bem difícil de ser realizada. E os custos seriam astronômicos. Aluguel dos caminhões, compra de combustível, entre outros gastos.
Seja como for, enquanto poucos alertam para os potenciais riscos de uma crise hídrica, a maioria tem uma atitude de perigosa indiferença. Esta situação tem uma real chance de se transformar numa das maiores SHTFs já vistas nesse país. E, na verdade, há muito pouco a ser feito. Alguns apostam que o problema será resolvido com a chegada das águas da Transposição do Rio São Francisco, que, em teoria, chegam no final do ano. Porém, com a crise financeira, provavelmente o ritmo das obras se reduzirá. E, além disso, todo um conjunto de obras de adequação, como limpeza a alargamento de rios e córregos por onde as águas do Velho Chico passarão até chegar ao açude de Boqueirão ainda não foram sequer iniciadas...
Indiferença, má gestão, ausência de planos de contingência...

Aí está a receita do caos. E, se analisarmos tudo o que tem sido feito para a prevenção de crises nesse país... Vai ser só o começo...



sexta-feira, 1 de abril de 2016

Sobre Gripe

No estado de São Paulo, nestas últimas semanas, o número de casos de gripe relacionados ao vírus H1N1 subiu de forma vertiginosa, meses antes da época que é considerada o auge deste tipo de doença. Os hospitais estão superlotados (há casos registrados de tumultos por causa da demora no atendimento). E, para completar, o remédio para esta gripe, o Tamiflu (cuja eficiência no combate ao H1N1 tem sido questionada), não é mais encontrado nas farmácias.
Diante da situação atual do país, que se encontra em uma grave crise política e econômica, tal fato se torna ainda mais assustador. Primeiro porque o desenrolar destas crises ocupam de tal maneira o noticiário, que o H1N1 não tem despertado a atenção devida. Além disso, se agora os hospitais já não conseguem atender os casos atuais, o que acontecerá se o auge no número de casos realmente se der no inverno? Esta é uma doença que se espalha muito rápido (já há o registro de casos em 11 estados, com 45 mortes relacionadas ao vírus). O país não está, de forma alguma, preparado para uma explosão de casos dessa doença, ainda mais com as epidemias do trio de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.
Embora seja uma doença muito perigosa, se prevenir é muito fácil. Higienizar as mãos, preferencialmente com álcool em gel, evitar locais fechados com grande quantidade de pessoas, alimentação correta e exercícios físicos ajudam a diminuir consideravelmente a possibilidade de contágio.
De qualquer maneira, é importante acompanhar a evolução da doença nos próximos meses. O H1N1 é um vírus com um comportamento imprevisível, e, apesar das dúvidas em sua eficiência, ter algumas caixas de Tamuflu em  suas preparações é uma medida que deve ser tomada. Ainda é possível encontrar o medicamento em regiões que não foram atingidas pelo surto.
Embora seja grave, este surto de H1N1 não parece ser (pelo menos por enquanto) algo que exija a adoção de medidas extremas. Mas, como disse antes, é bom acompanhar com atenção. Afinal, este surto pode, em pouco espaço de tempo, deixar de ser algo controlável e se transformar na tão temida SHTF que tanto nos preocupa.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Ânimos Exaltados

Boa parte dos brasileiros tem sentido na pele a atual crise econômica. Também temos visto nas últimas semanas a elevação da temperatura política brasileira, com as mais diversas figuras públicas sendo investigadas pelos órgãos responsáveis em analisar as irregularidades ocorridas na administração governamental nos últimos anos. Existem dois grupos adversários e o que é preocupante não é quem está certo ou errado, mas sim como cada grupo tem defendido os seus ideais.
Parece não haver espaço para diálogo. O que se vê são manifestações de intolerância de parte a parte. Cenas de confusões, com agressões verbais e físicas tem se tornado comuns, sempre que alguns fatos nessa história toda fazem com que militantes, de um lado ou de outro, saiam às ruas, para defender seus pontos de vista. Sem falar na troca de ofensas virtual, via redes sociais.
No próximo domingo, 13 de Março, está marcada uma grande manifestação. Segundo diversas fontes de informação na internet, em algumas das maiores cidades brasileiras, estes dois grupos estão planejando colocar seus integrantes na rua ao mesmo tempo. É bem provável que tal atitude possa gerar tumultos de grandes proporções.
Se a situação chegar a esse patamar, poderemos ter uma situação na qual o poder público seja obrigado a utilizar a força das (despreparadas) tropas anti-distúrbios. E isso poderia piorar ainda mais o cenário, gerando ondas de violência que se espalhariam como fogo no mato, especialmente nas grandes cidades, como vimos nas manifestações de 2013. E a situação hoje é muito mais tensa que há 3 anos e o ambiente está muito mais "inflamável"...
Os sobrevivencialistas devem ficar atentos aos acontecimentos. Se morar em áreas próximas às manifestações, a atenção deve ser redobrada. E, embora cada um deva seguir a sua consciência, acredito que participar dos eventos do próximo domingo é algo que, dependendo da localidade, pode vir a ser muito arriscado. Como já disse antes, vivemos tempos muito tensos, com as pessoas extremamente exaltadas.
Devido a tudo isso, parece não haver uma luz no fim do túnel, pelo menos para os próximos meses. É bom manter as suas preparações em dia, e focar principalmente em itens ligados à alimentação, sem descuidar da segurança.
Espero, sinceramente, que estes tempos turbulentos acabem o mais rápido possível.
Fiquemos atentos...

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Convergência

Há algum tempo, economistas vem alertado sobre a lenta recuperação econômica mundial após a crise de 2008. Existe um comportamento dos gráficos econômicos relacionados à recessões chamado gráfico em W, em que após uma queda brusca (2008), acontece uma recuperação por algum tempo, seguida de outra queda ainda mais brusca. Segundo dados econômicos divulgados recentemente, estamos no limiar do período de crescimento e apontando para uma queda. O temor é que esta queda seja realmente muito profunda. Diversos fatores apontam para essa terrível possibilidade.
A perda de força do crescimento chinês está mais intensa do que se supunha. Por causa da queda de demanda chinesa, aliadas a políticas de destruição da concorrência dos países exportadores de petróleo, o preço deste produto está caindo acentuadamente. Esta semana, descobriu-se que os bancos da fortaleza econômica europeia, a Alemanha, tem títulos atrelados ao petróleo, uma situação análoga à que foi responsável por iniciar a crise da década passada. Claro que o petróleo não chega a ser algo tão "podre" como os títulos imobiliários da época. Mas a perda de valor em curto espaço de tempo é similar.
Durante a crise de 2008, o Brasil estava bem economicamente, e mesmo assim sentimos o baque. Mas, e se uma crise financeira realmente ganhar força lá fora? Agora, mesmo com as principais economias do mundo crescendo, o país já se encontra numa recessão que não era vista desde os anos 80. Se formos pegos por uma crise tão intensa quanto a de 8 anos atrás, estaremos em muito maus lençóis. E achar que a crise que aparentemente se avizinha vai ser igual a de 2008 é um tanto otimista.
Existem outros fatores que complicam ainda mais o cenário internacional, como a crise de refugiados, causada, entre outras coisas, pela guerra na Síria, um claro sinal de que há uma nova Guerra Fria em andamento, onde EUA e Rússia travam uma disputa bélica não declarada (há inclusive a participação direta da aviação da Rússia no conflito, onde ela ataca rebeldes contrários ao regime de Bashar Al-Asad que tem recebido apoio, ou seja, armas, do ocidente) da e pela ascensão do Estado Islâmico. Além disso, há novamente um aumento de tensão entre as Coreias, o que traz à tona um fantasma de um conflito armado na região e até mesmo uma ameaça nuclear. Além disso, há ainda a perene ameaça de um ataque terrorista à alguma grande cidade europeia ou americana.
Esta convergência de fatores é realmente assustadora. Tanto que o governo brasileiro já trabalha com um cenário de crise mundial ainda este ano.
Agora não é a hora de gastar dinheiro desnecessariamente. É hora de guardar dinheiro, de economizar. Este é com certeza um dos períodos mais cobertos de incertezas do século XXI. Estejamos preparados.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Ameaça de Pandemia

Os extensamente noticiados casos das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti assustam. Assustam sobretudo porque um novo vírus, até então pouco conhecido, o Zika, se espalhou com grande velocidade pelo país. com cerca de 6000 casos registrados até Dezembro de 2015 (há a possibilidade de serem muitos mais, pois boa parte dos infectados acabam não procurando ou não conseguindo assistência médica).
Porém, existe uma potencial ameaça que ainda não apareceu nos principais noticiários. Alguns casos do vírus H1N1 foram registrados este ano no interior paulista, na cidade de Catanduva. Uma mulher da cidade de Tabapuã morreu, infectada por este vírus,
Casos pontuais de infecção por H1N1 não são raros no mundo. Mas é provável que algumas cepas desse vírus possam se propagar rapidamente em centros urbanos. Por causa dessa possibilidade, estes casos devem são observados com atenção, principalmente pelos centros mundiais de controles de doenças, como o CCD americano.
A possibilidade de pandemia é assustadora, porque o homem conhece muito pouco à respeito de determinados tipos de vírus, e menos ainda os seus mecanismos de mutação. O maior temor de muitos epidemiologistas é que algum tipo de vírus (como o H1N1, H5N1, Ebola, entre outros) adquira alguma mutação que o torne facilmente transmissível entre as pessoas. A sorte em relação ao H1N1 é que este parece ainda não ter se adaptado totalmente (até agora) aos organismos humanos, de tal maneira que seus surtos acabam sendo controlados sem muitos problemas, mesmo em países que não possuem um sistema de saúde e de combate à doenças eficiente, como o Brasil.
Não se sabe ao cento ainda como a natureza funciona. Mas alguns cientistas sugerem que as doenças podem ser um mecanismo de controle populacional. É interessante notar que em diversos casos de superpopulação animal, esta foi drasticamente reduzida por doenças que se espalharam rapidamente entre seus indivíduos, mas que não chegaram a extinguir a espécie afetada.
Se isto for verdade, é de se esperar para os próximos anos ou décadas que uma grave pandemia atinja a humanidade. O homem, nos últimos 2 séculos, desenvolveu uma ciência médica que o permite sobreviver à doenças que antes eram mortais. Então, a ferramenta de controle populacional natural, que tem grandes possibilidades de ser um vírus, vai ter que ser extremamente eficiente.
Por isso, o sobrevivencialista deve ficar muito atento a toda e qualquer notícia, por mais insignificante que possa parecer. Pois casos assim tem a possibilidade de se transformarem em algo que podem mudar a história da humanidade.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Sobre Mosquitos

Toda e qualquer pessoa minimamente sensata está a par do perigo que representa o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da febre chicungunya, da zika e da síndrome de Guillain-Barré. E por isso, toma todas as medidas para eliminar todos os possíveis locais de reprodução, ou seja, que possam acumular água limpa e parada. De vasos de plantas a pneus velhos, tudo é devidamente guardado, tampado, ou esvaziado.
Mas, o que o cidadão precavido pode fazer quando alguns insensatos insistem em não tomar cuidados básicos? O poder público, mesmo com a autorização para invadir qualquer residência fechada para tomar as devidas providências, tem muito poucos fiscais e agentes de saúde para realizar essa imensa tarefa. Por mais cuidado que eu tome, se o vizinho não o fizer, todas as minhas precauções podem se tornar completamente inúteis.
Portanto todos nós, sobrevivencialistas ou não, devemos fazer de tudo para que essa séria ameaça não nos atinja. Devemos evitar casos como o da fotografia abaixo, seja denunciando, seja agindo por nós mesmos. Em caso de crise séria, por mais que nos preparemos, podemos vir a ser derrotados por algumas picadas de mosquito.
E, para finalizar, devemos ter em nossas preparações métodos para eliminar ou ao menos afastar os mosquitos. Repelentes ou outros produtos para combate ao mosquito podem ser uma boa opção. Mas lembre-se que nenhuma proteção é 100% eficiente...