quinta-feira, 1 de junho de 2017

Preparação Física

A preparação física talvez seja um dos pontos mais negligenciados pelos preparadores e sobrevivencialistas em geral. E confesso que eu mesmo estava um pouco descuidado em relação à isso. Dava umas corridinhas e caminhadas durante a semana, mas de uma maneira um tanto descompromissada.
Então, passei por uma situação que me serviu de alerta. Saí para um passeio fotográfico em uma das trilhas da região onde moro. E, muito embora a trilha fosse leve, no dia seguinte estava com dores no corpo inteiro, mas principalmente nas pernas. E aí me veio à cabeça a pergunta:

Como eu estaria se por um acaso tivesse que me deslocar por alguns quilômetros, com o minha BOB nas costas?
Então, depois de alguns dias, fiz o teste. E o resultado foi DEPLORÁVEL! A mochila pesa cerca de 10kg, mas, depois de pouco tempo de caminhada, parecia pesar 100, e eu tinha que parar para descansar a cada 20 minutos. E olhe que o terreno era de ruas asfaltadas, com subidas e descidas leves.
Vi que subestimei totalmente a questão física. Eu me achava preparado fisicamente. Nada de mais ilusório! E perigoso!

Então, no final de Abril, procurei um cardiologista, fiz alguns exames, e como estava tudo dentro dos parâmetros aceitáveis, ele me sugeriu um programa de atividade física, que incluísse uma academia, pois lá eu teria acompanhamento profissional. E desde então, a rotina tem sido a seguinte:

Acordar, de segunda a sexta, às 5:30 da manhã, comer uma fruta ou uma barra de cereal., correr 30 minutos em ritmo moderado, seguidos de 40 minutos de exercícios de fortalecimento e resistência musculares com pesos. E, no fim da tarde ou começo da noite, mais 30 minutos de caminhada.
Estou fazendo isso a pouco mais de um mês, e no entanto os resultados são notáveis. Me sinto muito mais disposto e mais forte. Durmo muito melhor e me concentro muito mais facilmente no trabalho. Já perdi cerca de 1kg, e, ter de volta aquela barriga "tanquinho", que parecia ser um sonho impossível, para a ser plausível! :D
No último fim de semana, refiz o teste de carregar minha BOB pela mesma distância do anterior. Não parei nenhuma vez, muito embora o peso da mochila ainda incomode depois de meia hora de caminhada. Mas, sinto que estou em franca evolução.

A preparação física é muito importante, seja a pessoa sobrevivencialista ou não. E se torna ainda mais importante para quem já ultrapassou a barreira dos 40 anos de idade (meu caso). Agora, alguns alertas:

Não ache que com uma semana ou um mês de atividade física você vai se tornar um super-atleta. Mesmo agora, ainda estou muito, muito longe de ter uma preparação física ideal. Tal como se preparar para possíveis crises, este é um processo longo e árduo.  Exige bastante disciplina e persistência. E, quando fazemos um exercício ao qual não estamos acostumados, dói um bocado. O ácido lático liberado pelos músculos após um tempo sem serem muito exigidos causa dores, às vezes um tanto fortes. No começo, é importante pegar bem leve.
Um outro ponto importante é que cada pessoa tem um tempo de resposta às atividades físicas, bem como se dá melhor com um tipo de exercício que com outro. Eu nunca tive muitos problemas com exercícios aeróbicos, mas, em compensação, nunca me adaptei muito bem à exercícios com pesos. Descrevi como está sendo a minha preparação física a título de informação e não como um roteiro a ser seguido.
E, para finalizar: Não faça exercícios físicos por conta própria. Antes de começar, é importantíssimo fazer exames cardíacos, especialmente se o tempo de sedentarismo for muito longo, e procurar profissionais de educação física competentes.

Dito isso, vamos em frente! Continuemos a nos preparar!



terça-feira, 11 de abril de 2017

EUA x Coreia do Norte: Perigo Real?

De tempos em tempos, a Coreia do Norte testa mísseis ou armas nucleares. As grandes potências ocidentais se reúnem e impõem (inúteis) sanções econômicas à Pyongyang. Os EUA e a Coreia do Sul fazem exercícios militares, que são tomados pela Coreia do Norte como preparativos para possíveis ataques e/ou invasão. A tensão se eleva. Mas, passadas algumas semanas, os ânimos esfriam, e a situação volta ao nível de tensão normal, típico da península coreana, posto que o Norte e o Sul estão tecnicamente em guerra desde os anos 50.
Os governos americanos anteriores, mesmo os republicanos, como por exemplo o de George W. Bush, que são conhecidos pela sua "diplomacia do míssil", evitavam maiores ações contra a Coreia do Norte. Por se tratar de uma região economicamente vital para os EUA (e para o mundo), onde, além da Coreia do Sul, está também o Japão, sempre houve uma preocupação muito grande em evitar tocar os tambores da guerra por essas bandas. Porém, isto parece não passar pela cabeça do atual governo americano, do presidente Donald Trump.
Antes de mais nada, deve-se esclarecer que o presidente americano, para declarar guerra à uma nação, precisa do aval do Congresso americano. Porém, ele pode autorizar ações como ataques limitados (como o ocorrido semana passada à base aérea de Shayrat, na Síria) e envio de tropas à qualquer região do mundo.
E é este poder de atacar quando der na telha é que deve causar preocupações em relação à situação envolvendo a Coreia do Norte. Se Trump autorizou um ataque à um dos principais aliados da Rússia de Vladmir Putin, que era algo considerado impensável, dada à extrema complexidade do cenário sírio, que, além da Rússia, envolve Estado Islâmico, o regime de Bashar Al-Assad, dentre outros participantes, o que o impedirá de agir contra um inimigo declarado dos EUA, num cenário teoricamente mais ''simples", já que a ameaça é bem conhecida?
Muitos analistas consideram o fato de que um ataque convencional americano poderia acabar totalmente com o desenvolvimento de armas atômicas por parte da Coreia do Norte. Porém, em retaliação, os norte-coreanos poderiam partir com força total para cima da Coreia do Sul, trazendo consequências inimagináveis no campo econômico. Além disso, haveria um risco de a Coreia do Norte usar suas armas nucleares.
Ao contrário do que se possa imaginar, o grande problema do uso de armas nucleares hoje, mesmo as de "baixa potência", que deve ser a que a tecnologia norte-coreana é capaz de produzir, não são os efeitos rotineiramente associados à este tipo de arma, como o grande poder de destruição pelas altas temperaturas e radiação (embora não sejam efeitos desprezíveis, claro). É o poder que este tipo de arma tem de gerar pulsos eletro-magnéticos capazes de destruir quaisquer equipamentos eletrônicos desprotegidos. Se uma bomba nuclear for detonada numa altitude entre 30 e 200 km da superfície da Terra, o pulso pode afetar equipamentos num raio de dezenas ou centenas de quilômetros do centro da explosão. Imagine países como Coreia do Sul e Japão totalmente desconectados do mundo, de volta à uma era pré-eletrônica. E imagine o quanto isto afetaria as economias mundo afora, sem falar nas populações destes países.
Existe ainda um outro fator em relação à península coreana. A China é a principal apoiadora do regime norte-coreano. Como será que os chineses agiriam se os EUA atacassem a Coreia. Existem basicamente dois cenários possíveis. Ou a China "lavaria as mãos" e deixaria que Pyongyang sofresse sozinha as consequências de seus atos, ou ela se colocaria numa situação de confronto com os EUA, para proteger seu aliado.
Seja como for, devemos desejar que os líderes dos EUA e da Coreia do Norte não cheguem às vias de fato. Ou o planeta poderá passar pela maior crise da história...

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Comer larvas? Beber Urina? Jamais faça isso!!

Sempre gosto de assistir a esses programas do Discovery Channel que envolvem sobrevivência em locais extremos. E um ponto que liga todos esses programas é que os participantes sempre acabam tendo que comer larvas de inseto, ou beber a própria urina, ou ambos.
Mas estas são práticas extremamente perigosas e condenáveis! Ao fazer isso, você não só não resolve os seus problemas, como fome e sede, como pode piorar a sua situação em um ambiente extremo! Jamais pense em fazer tal coisa!
A urina tem 95% de água e 5% de outras substâncias, entre as quais, sódio, que acelera o processo de desidratação. Além disso, ao beber a urina, faz com que ela se torne cada vez mais concentrada, e isso pode trazer problemas à órgãos do corpo, como os rins. Muitas publicações de instituições especialistas em sobrevivência, como por exemplo o manual de sobrevivência do Exército americano, desaconselham totalmente o consumo de urina em situações extremas.
Já larvas de insetos, se consumidas cruas, podem ser transmissoras de doenças graves, além de poderem causar alergias em pessoas que tenham esta tendência. Algumas espécies podem conter venenos ou outras substâncias tóxicas. Em alguns casos, as larvas são grandes o suficiente para serem assadas ou cozidas, Mas, mesmo nestes casos, deve-se eliminar algumas partes, como a cabeça e os intestinos.
Uma pergunta que sempre me faço neste tipo de programa é:

Se o Bear Grylls, ou Les Stroud levam umas mochilonas gigantes em suas aventuras, incluindo uma ou duas câmeras, no caso deste último, porque diabos eles não levam também uns pacotes de comida liofilizada, que ocupariam um espaço mínimo? Porque não levam uns cantis com água?
Claro que podem existir situações nas quais você se veja sem equipamentos e tendo que sobreviver. E aí, claro, que é sempre bom ter habilidades de sobrevivência. E estas habilidades, na maioria dos lugares do mundo, te impediriam de chegar a esses extremos como beber a própria urina.

Sei que a proposta deste tipo de programa é divertir, entreter. Mas, não devemos levar Bear Grylls ou Les Stroud tão à sério.

O vídeo abaixo mostra que tudo não passa de show...

https://www.youtube.com/watch?v=3UpSlpvb1is

Quer aprender realmente técnicas de sobrevivência? Eis alguns links interessantes!

http://blog.tocandira.com.br/manual-de-sobrevivencia-na-selva-cigs/
http://www.preppers.info/uploads/FM21-76_SurvivalManual.pdf
http://destino.blog.br/wp-content/uploads/2016/06/cigs.pdf
https://sobrevivaatudo.wordpress.com/2010/03/16/manual-de-sobrevivencia-geral-essencial-pdf/

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

A Barbárie Toma Conta

Ao longo das primeiras semanas de 2017, eclodiram rebeliões em diversos presídios país afora. Nos estados do Amazonas, Roraima, Rio Grande do Norte, Paraná e Paraíba, mais de 130 presos morreram. 
Mas, o que chama a atenção é a maneira como tais mortes aconteceram. Foram mortes extremamente violentas, em que membros de facções criminosas rivais se envolveram em conflitos que resultaram em decapitações e carbonizações que fazem os piores filmes de terror parecerem contos infantis. Detentos contando piadas e debochando dos rivais, enquanto cortavam suas cabeças e as atiravam pelas janelas. Detentos queimados vivos. Detentos sendo totalmente retalhados...
Muitas prisões brasileiras são uma terra sem lei, onde os detentos estabelecem suas próprias regras e onde os agentes penitenciários simplesmente não entram. Em algumas delas, sequer há grades nas celas. Contrabando de armas, celulares e drogas para dentro das prisões é algo corriqueiro. Soma-se a isso as condições extremamente insalubres. Locais superlotados, imundos, infestados de ratos e insetos, com alimentação insuficiente. Os detentos não são classificados de acordo com o seu nível de periculosidade. Então, alguém sem antecedentes criminais é colocado ao lado dos piores e mais frios assassinos. As disputas por poder são intensas, pois, mesmo quem não tem um "lado", certamente é obrigado a escolher um quando se vê lá dentro. 
É realmente um barril de pólvora. É de se esperar que, em algum momento, pessoas colocadas num lugar onde não há autoridade, divididas em grupos e sob as piores condições possíveis, vão chegar às vias de fato. 

Então nós, que estamos aqui fora, ficamos gratos por não estarmos presos em um inferno desses. 

Mas, temos que ter a consciência de que, a qualquer momento, o inferno pode chegar até nós! Não estamos presos, mas vivemos sob intensa pressão. Muitas pessoas ficam horas em locais superlotados, sujos e relativamente perigosos simplesmente no deslocamento casa-trabalho-casa. Muitos moram em áreas de risco, onde qualquer chuva é motivo de preocupação, onde tem que conviver diariamente com cenas quase tão brutais quanto a dos presídios. Muitos tem que fazer um esforço sobre-humano para tentar pagar as diversas contas no final do mês, sob a crescente ameaça do desemprego. A única coisa que nos mantém relativamente controlados é que ainda há uma certa presença de autoridade e de leis. 

E se acontecer algum problema sério, mesmo que temporário, em algum sistema fundamental para o funcionamento da sociedade, como uma falha elétrica? Se algo assim acontece, as pessoas logo perceberam que os sistemas de controle, como polícia e bombeiros, ficarão severamente limitados em sua atuação. Se a falha dura um pouco mais, até mesmo as comunicações começam a ficar comprometidas... 

E o que você acha que irá acontecer?

A camada de civilidade da raça humana é muito, muito fina. E o que tem por baixo dela é muito, muito feio. E só espera uma oportunidade para se mostrar. O que acontece nas prisões, ou em greves das forças de segurança, ou em falhas generalizadas mostra isso claramente. 

Nós, sobrevivencialistas, temos que ficar atentos à este fato!!!

Abaixo, alguns links de eventos ocorridos, que corroboram o que está escrito acima. 



terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Deixados Para Trás...

Em primeiro lugar, gostaria de desejar a todos um 2017 cheio de realizações, saúde, paz e sucesso (e claro, um dinheirinho não faz mal, né?).

Começo o ano com um tema que deve angustiar a maioria dos sobrevivencialistas. Imagine a seguinte situação:

Durante um cenário de crise, você tem que deixar seu refúgio ou abrigo imediatamente, pois o local está seriamente ameaçado. Acontece que um de seus companheiros está ferido e o ferimento o impede de se locomover por conta própria. Você não possui um veículo no qual possa remover esta pessoa em segurança. O que você faria?
Se você ficar com a pessoa ferida, o risco de morte é de praticamente 100%.
Se você tentar levar a pessoa ferida com você, suas chances de escapar são nulas.
Se você for, e deixar a pessoa ferida para trás, a morte desta pessoa é certa, e talvez, por piedade, você mesmo tenha que dar o "golpe de misericórdia".

E se fosse você a pessoa ferida? O que você gostaria que fizessem?

Esta é uma possibilidade aterradora, mas totalmente verossímil.
Se usarmos a lógica fria, para garantir a própria sobrevivência e a dos demais elementos do grupo, o correto é deixar o ferido para trás, morto pelas suas próprias mãos, mesmo sabendo que, com algum tempo, ele poderia se recuperar totalmente. Ou, o ferido se sacrificaria para que os outros pudessem sobreviver.
Mas, somos criaturas emocionais. Quem teria, dentre nós, coragem para deixar um companheiro para trás, especialmente se existem fortes laços de amizade e companheirismo? Quem concordaria tranquilamente em ser deixado para trás e ter uma atitude heroica de dar cabo de sua própria vida, ou pedir para que um de seus companheiros o fazer?

Talvez eu esteja pintando um quadro feio demais. De repente, as pessoas que estariam ameaçando o abrigo não sejam tão cruéis assim. Talvez elas até cuidem do ferido até que ele se recupere o suficiente para ficar por conta própria e só então o expulsam do refúgio.
Mas, diante de todos os relatos que tenho lido sobre as reações das pessoas em situações de crise, eu não apostaria em atitudes altruístas. O quadro tem que ser pintado feio mesmo!
Afinal, em um cenário de crise, adultos roubam comida de crianças ou idosos, mesmo que para isso tenham que matá-las. Quando maior o desespero, mais drásticas e menos humanas serão as atitudes para sobreviver.

O verniz de civilidade da raça humana se descasca muito rápido, e o que tem por baixo é muito, muito feio...

Devemos portanto, pensar em formas de minimizarmos as chances de situações como a que descrevi acima acontecerem. Discrição, atenção e prevenção devem ser nossa forma de agir, mesmo nesses tempos "normais"!


segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Sobre Binóculos

Este é um instrumento que todo sobrevivencialista deve ter. A capacidade de observar a chegada de potenciais perigos enquanto estão á uma boa distância é extremamente importante em situações de crise. O artigo à seguir é uma ligeira introdução ao assunto.

Significado da numeração.

Os binóculos contem em sua embalagem uma numeração escrita da seguinte maneira:

7x35 ou 10x50

Nos exemplos acima, o número antes do x significa quantas vezes a imagem será ampliada em relação a que o olho humano enxerga. No primeiro, 7 vezes, e no segundo, 10 vezes. O número após o x indica o diâmetro das lentes, em milímetros. No primeiro caso, 35mm e no segundo 50mm. Lentes mais longas ampliam mais a imagem do que lentes mais curtas, mas, em contrapartida, a imagem é mais escura, pois numa lente mais longa, menos luz alcança o olho do observador. Além disso, é mais difícil focalizar o objeto observado com lentes mais longas.

Lentes

A maioria dos binóculos de qualidade possui lentes de vidro, que possuem melhor qualidade que suas equivalentes de plástico (algumas lentes de plástico conseguem ter uma qualidade similar as de vidro e, embora mais leves e mais resistentes à impactos, são tão caras quanto lentes de vidro). O vidro é naturalmente reflexivo, o que causa efeitos indesejados nas imagens. Para evitar isso, as lentes de um binóculo recebem uma ou mais camadas de material anti-reflexivo. Eis as classificações:

C - Coated - Nos binóculos mais baratos, apenas algumas lentes recebem uma camada anti-reflexo.
FC - Fully Coated - Todas as lentes do binóculo recebem uma camada anti-reflexo.
MC - Multi Coated - Todas as lentes do binóculo tem camada anti-reflexo, mas algumas recebem mais de uma camada, o que melhora a qualidade.
FMC - Fully Multi Coated - Todas as lentes do binóculo recebem muitas camadas anti-reflexo. Estes possuem altíssima qualidade e são caros.

Oculares

Estas devem estar a uma distância confortável dos olhos (algo entre 5 e 20mm). Mas se você usa óculos, esta distância deve ser de no mínimo 14mm. Geralmente as oculares vem com proteções de borracha, para melhorar a observação. Quem usa óculos deve ,portanto, optar por modelos que possuem proteções retráteis ou removíveis, ou por aqueles cujas oculares podem ser ajustadas para compensar determinados problemas de visão.

Foco

Alguns binóculos possuem foco ajustável, que podem ser de dois tipos, central e corretor dióptrico. Outros, não possuem tal funcionalidade e a imagem só fica em foco em uma distância pré-estabelecida. Os do primeiro tipo, embora mais caros, são muito mais versáteis.

Tipos de prisma

Existem dois tipos de prismas usados em binóculos, que definem a montagem das lentes. Porro e Roof, como mostrado na fotografia abaixo:


Os binóculos com prisma Porro eram de qualidade ótica muito superior aos de prisma Roof. Porém, esta diferença desapareceu nos últimos anos. Hoje, os de prisma Roof são mais usados porque são mais resistentes, leves e compactos. 

Modelos à venda no Brasil

As melhores marcas de binóculos existentes são as seguintes:

Bushnell, Nikon, Zeiss, Zhumell e Steiner.

Fiz uma pesquisa bem superficial na internet, e encontrei binóculos Bushnell por preços em torno dos 500 reais, Nikon em torno dos 1900 reais, Steiner, em torno dos 1500 reais, e Zeiss por quase 10 mil reais. Todos, modelos novos. Porém, dá para encontrar binóculos usados dessas marcas por uma fração do preço. Porém, um aviso: Binóculos usados podem ter problemas como desalinhamento de seus elementos causado por impactos, mofo nas lentes, etc. 
Um fato frustrante é que modelos que são muito caros aqui são bastante acessíveis em países como os EUA. Um Nikon 7247, que aqui custa em torno de 2000 reais, lá custa cerca de 200 dólares, algo em torno de 700 reais. 

Qual o melhor binóculo para um sobrevivencialista?

Um binóculo 7x35 possibilita uma ampliação suficiente para percebermos a aproximação de pessoas e veículos a uma boa distância. São leves e compactos, o que é uma facilidade na hora de transportar. Modelos com ampliações maiores, podem ser mais pesados, com imagens mais escuras e se prestam para atividades mais específicas, como observação de aves. Sem falar que, são mais caros. 

Este artigo foi apenas uma introdução ao tema. Portanto, seguem alguns links para quem quiser se aprofundar no assunto:


Boa leitura!

Fiquemos de olho!! Literalmente! :)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Como Você Guarda Informação?

A internet é uma fonte quase inesgotável de informação. Nela, encontramos conteúdo sobre qualquer assunto. Dentro de nossa área, preparação e sobrevivencialismo, a quantidade de material informativo (incluindo este blog) é vasta. De tutoriais de como montar uma armadilha para caçar pequenos animais até os tipos de comida liofilizada existentes no mercado, tem de tudo.
Mas, como você armazena toda esta quantidade de informação?
Hoje em dia, tornou-se muito comum armazenar muita coisa na nuvem, ou seja, em servidores online. Isso permite que os arquivos sobrevivam a possíveis problemas que podemos enfrentar com computadores pessoais, tablets ou celulares, tais como falhas no hardware, no software, furtos, roubos, etc. No mundo normal, a nuvem é a melhor maneira de armazenar dados. Mas, e se enfrentarmos um cenário de crise que implique, por exemplo, em quedas de energia? Sabemos que a internet é extremamente dependente de eletricidade para funcionar (e, ultimamente, com cada vez mais sistemas de controle online, as redes de energia elétrica precisam da internet para funcionar, criando uma interdependência mútua). Todos os dados que armazenamos estariam totalmente fora do alcance na hora em que mais precisaríamos deles.
Nos resta então, a possibilidade de armazenar informações nos nossos próprios dispositivos. Abaixo segue uma lista de dispositivos, com suas vantagens e desvantagens do ponto de vista sobrevivencialista.

Notebooks: Até bem pouco tempo, os notebooks eram muito mais caros que um desktop de desempenho similar. Mas isto hoje não corresponde mais à verdade. Hoje existem notebooks, especialmente nas faixas mais baixas e intermediárias de preço, com desempenho similar à seus equivalentes de mesa. O notebook tem vantagens claras, tais como o tamanho, que possibilita o seu transporte em mochilas ou bolsas pequenas, e o fato de ter uma fonte de energia independente. Existem modelos (caros) cujas baterias podem fazê-los funcionar por 10, 12 horas. Mas, mesmo modelos mais em conta tem baterias que suportam mais de 6 horas de funcionamento. E, existem, por um preço bem acessível, carregadores para notebooks que usam energia solar, que podem ser conectados à entradas elétricas específicas de automóveis, ou até mesmo,usam energia muscular (dínamos). Outra vantagem dos notebooks é que eles possuem entradas USB, que podem receber pendrives e discos externos, para fins de backup e ampliação da capacidade de armazenamento de dados. A desvantagem de um notebook é a sua relativa fragilidade e, embora possua tamanho reduzido, ainda assim, em determinadas situações, pode ser difícil transportá-lo.

Notebook dos sonhos para sobrevivencialistas. 


Tablets: Os tablets são uma excelente opção para se armazenar informações. Embora, no geral, tenham menos poder de processamento que um notebook de preço similar, suas baterias tem uma duração tão grande quanto às dos notebooks mais caros, e são muito mais fáceis de transportar. Outra vantagem dos tablets é que eles podem ser utilizados facilmente em situações nas quais seria difícil ou impossível utilizar um notebook, como por exemplo numa caminhada. E, eles possuem diversos aplicativos que podem ser muito úteis, como por exemplo os de orientação e mapas. Mas eles não possuem muito espaço interno para armazenagem, mesmo aqueles que possuem entradas para cartões de memória (muito embora, este problema esteja rapidamente sendo sanado, pois já existem cartões de memória com 512 Gb de capacidade, o que é mais espaço do que possui boa parte dos discos rígidos de notebooks. Mas, ao menos por enquanto, trata-se de uma solução cara). Os cartões de memória porém, tendem a serem mais frágeis do que pendrives ou discos rígidos externos. E, da mesma maneira que os notebooks, suas baterias podem ser recarregadas de várias maneiras independentes da rede elétrica.

Esse tablet aguenta o tranco!


Celulares (Smartphones): Eles são tão versáteis e possuem tanta capacidade de armazenamento de informações quanto os tablets. Uma vantagem importantíssima do celular é que, mesmo sem internet wi-fi ou sinal de telefonia móvel, com os aplicativos certos, eles podem ser usados para mandar e receber mensagens (embora com alcance bem limitado)! Em um cenário de crise, tal característica pode via a ajudar muito. Porém, duas baterias não duram muito em uso contínuo, muito embora possam ser recarregadas da mesma maneira que as opções acima.



O ideal era que o sobrevivencialista tivesse os três métodos de armazenar informações à disposição, e que as informações consideradas mais importantes estivessem replicadas nestes meios. Seria interessante também fazer backups destas informações em discos rígidos externos, pendrives e cartões de memória sobressalentes.

Uma outra maneira de armazenar informações pouco considerada nos dias de hoje é em papel. Embora este tipo de armazenagem não precise de quaisquer fontes de energia para se tornar acessível, não é algo que possa ser transportado com muita facilidade. Seria bom, de qualquer maneira, ter material impresso, para o caso de tudo o mais falhar. Dependendo do cenário de crise, todos os dispositivos eletrônicos possam vir a falhar (como no caso de pulsos eletromagnéticos gerados por explosões atômicas no espaço kkkkkk), embora isto seja bastante improvável. Mas, falando sério, eletrônicos podem falhar, de uma hora para outra. Numa crise, eles provavelmente não poderiam ser facilmente consertados. Ter informações impressas, ao menos as mais importantes, é mais uma medida de precaução.

Mas, a melhor, mais resistente e mais portátil maneira de guardar informação é o cérebro humano. Aprender o máximo sobre tudo que permitirá a sobrevivência em cenários de crise. E, embora existam sobrevivencialistas que tentarão a sorte sozinhos, fazer parte de um grupo e compartilhar informações será muito mais eficiente para perpetuá-las. Aí, os dispositivos acima seriam encarados como meros organizadores de informação, cuja perda não seria excessivamente prejudicial.