terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Revolver Calibre 38

Infelizmente as opções aqui no Brasil para se conseguir armas para a defesa são muito limitadas, pelo menos do ponto de vista legal. Entre as poucas opções que nos restam, a mais comum e uma das mais acessíveis é o revólver calibre 38. 

Revólver Taurus RT 838, de 8 tiros

Dentre os calibres disponíveis no país para uso por civis, é o que melhor combina preço, precisão e poder de parada. Existem diversos tipos de munição deste calibre, mas em geral, o projétil sai do cano à uma velocidade de aproximadamente 700km/h, ou pouco menos de 200m/s, e pesa entre 5,8 e 6,2 gramas. O alcance total de um revólver 38 é de cerca de 375m, mas o chamado alcance útil, que é onde se tem maior precisão e letalidade é de cerca de 100m. 
Eis alguns modelos de revolver calibre 38 à venda no Brasil:

Taurus RT 838

8 tiros.
Duas versões, cujo tamanho do cano varia entre 110 e 165mm.
Preço: R$3540,00

Taurus RT 88

6 tiros. 
Tamanho do cano: 76mm
Preço: R$2800,00

Rossi 272

5 tiros
Tamanho do cano: 60mm
Preço: R$1200,00

As grandes vantagens desse tipo de arma é a facilidade com que se encontra munição, a robustez e simplicidade. Já as desvantagens são a sua pouca capacidade de munição, baixa cadência de tiro e uso para distâncias maiores. 
Defendo sempre a hipótese de que, em situações de crise, o melhor a se fazer é se esconder, não chamar a atenção, evitar ao máximo o confronto. Mas se o confronto for inevitável, melhor ter armas de fogo. E, dentro da nossa realidade não encontraremos, a não ser nos quartéis das Forças Armadas, Polícias e outros poucos locais, nada muito mais poderoso de um revólver calibre 38. A chance de possíveis invasores estarem muito bem armados existe. Mas é maior a chance de que ele tenham armas de uso civil. 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Falta de Planejamento

Eis alguns fatos que aconteceram nos últimos dias:

1) Doze estados brasileiros foram atingidos por um blecaute, que durou cerca de 40 minutos. Os órgãos competentes divergem em relação aos motivos de tal acontecimento.
2) Não há soluções em um curto espaço de tempo para resolver a crise hídrica nas principais cidades do país. Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo e Brasília estão esgotando rapidamente as reservas de água, até mesmo aquelas que nunca tinham sido usadas, e que são de difícil recuperação.
3) Há extrema dificuldade em alguns locais daqui da cidade, de se fazer e receber ligações de celular, por qualquer uma das operadoras. E esta situação já dura mais de um mês, sem que qualquer solução seja apresentada. Na verdade, os usuários não têm qualquer tipo de informação em relação ao porque de tais problemas.

Os fatos descritos acima mostram que estamos numa situação complicada. Os governos, federal, estadual e municipal, não estão sendo capazes de gerenciar as crises que eles têm em suas mãos. Portanto, é necessário que os sobrevivencialistas intensifiquem a sua preparação. Como já disse em outros posts, espero sempre o melhor. Mas tenho que reconhecer que as atitudes tomadas por quem detêm o poder estão nos levando em direção a uma crise muito grave. Poderemos, ainda este ano, ficar com água e energia racionados (e sofrer com todas as consequências disso, inclusive econômicas), ter ainda mais problemas com a questão da segurança e talvez até mesmo, problemas mais sérios de comunicação. Tudo está sobrecarregado. Tudo é feito para maximizar o lucro imediato, sem planejamento para o futuro. E as soluções propostas para os inúmeros problemas, especialmente na questão hídrica, ou são paliativas, ou são projetos de longo prazo (e eficiência duvidosa). As soluções óbvias são esquecidas, pois são menos lucrativas. Um exemplo claro disso é que a energia eólica, se adotada no país, poderia suprir TODA a demanda por energia elétrica com sobras, a um investimento irrisório, quando se compara com outras fontes de energia como termelétricas e hidrelétricas. E ainda seria uma geração de energia com pouquíssimo impacto ambiental. 
Não temos dados precisos sobre o quão na corda bamba estamos. Mas não é preciso uma bola de cristal para perceber que muitos dos sistemas que mantém a sociedade funcionando estão operando muito perto do limite. 


Chego à conclusão de que os sobrevivencialistas têm muito mais lucidez ao preparar-se para contingências do que os que deveriam zelar por nós!

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Prepare-se: O Fim Está Chegando!

Quantas vezes já ouvimos essa frase ao longo de nossas vidas? Sempre que surge uma data em que algum profeta previu o fim do mundo, como a virada do ano 1999/2000 ou o fim do calendário Maia, em 21 de Dezembro de 2012, sentenças como essas são levadas mais ou menos a sério, e se tornam bem populares.
Bom, ainda estamos aqui. Mas a pergunta é:

Até quando?

2014 foi o ano mais quente no mundo desde 1808, quando se começou a fazer este tipo de medição. O clima está mudando. E não há como negar o fato. Um dos exemplos mais alarmantes disso é o que tem acontecido nos últimos meses no Brasil, onde cidades como Rio e São Paulo sofrem com a crise de seus sistemas de abastecimento de água, por conta da inédita estiagem. A degradação dos principais ecossistemas mundiais, as fontes de energia poluidoras e a falta de compromisso dos governos mundiais só pioram o quadro.
Aliados a isso, fatos como a crescente tensão entre muitos povos, por diversos motivos, como disputas por recursos naturais e fatores ideológicos, trazem incerteza e medo para os próximos anos. Podemos citar a recente crise ucraniana e os ataques israelenses à Faixa de Gaza como exemplos deste tipo.
A economia mundial, que ainda tenta se recuperar da crise de 2008 parece voltar a perder fôlego. A taxa de crescimento da China, o principal motor econômico mundial nos últimos tempos teve o seu menor valor em 24 anos. A baixa demanda dos mercados consumidores fez o preço do barril de petróleo fechar abaixo de 50 dólares em 2014.

Tudo o que tem acontecido leva a crer que neste e nos próximos anos teremos crises sucessivas, e cada vez mais graves. E não há vontade de se mudar o panorama. Uma mudança drástica no modo como a sociedade funciona não seria aceita pela maioria absoluta que lucra absurdamente com o atual modelo. E como estes detém o controle da população, através do poder da mídia, não haverá nenhum levante popular contra o sistema. Afinal, o sonho de felicidade da maioria das pessoas, inclusive das que eu conheço, é carro novo, casa, viagens, gadgets. Para elas, o governo logo vai resolver a crise da água. As chuvas logo virão. Terrorismo, isso é lá no Oriente Médio, com casos ocasionais na Europa e nos EUA. E quanto à economia, basta passar num concurso público para ficar imune à crise. E meio-ambiente, isso é coisa de ecochato...
Todo e qualquer alerta sobre os perigos que nos cercam não serão levados em consideração. Até ser tarde demais...

Um cientista disse, em tom de brincadeira, que o apocalipse não chegou em 2012, porque os maias não contaram os anos bissextos no seu calendário. Os dias a mais atrasariam o fim do mundo para meados de 2016...
Do jeito que vai, talvez não seja tão de brincadeira assim...

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Sobre apagões e o futuro

Eis uma consequência da crise hídrica. Hoje, tivemos um apagão controlado em vários estados brasileiros. Calor, consumo exagerado, lagos das represas em um nível muito baixo, falta de perspectivas de chuva. Tudo isso, aliado a falhas no controle da distribuição de energia fizeram com que o Operador Nacional do Sistema Elétrico optasse por esta alternativa.
O que preocupa é que não há perspectiva de melhora na situação hídrica, pelo menos para os próximos 30 dias. E até lá continuaremos no auge do verão, com temperaturas elevadas. E isso faz com que o consumo aumente. A possibilidade de racionamento de energia volta a se tornar uma ameaça real, como aconteceu em 2001. Desnecessário dizer as consequências, principalmente no campo econômico.
E o quadro para os próximos anos não parece nada promissor. Decididamente o clima está mudando. Os períodos de seca estão aumentando. A solução à curto prazo para tentar gerar mais energia, que são as termelétricas. Porém, a poluição que este tipo de usina gera contribui para o aumento da temperatura. E num país onde a maior parte da geração de energia vem das hidrelétricas, com a seca a perdurar, as termelétricas não serão suficientes para substituir a perda de geração de energia.
A verdade nua e crua é que estamos num beco sem saída energético. Se não chover, e muito, testemunharemos, além da crise hídrica, uma séria crise de energia.
A que ponto chegamos! Por pura falta de planejamento, os governantes pedem um milagre dos céus. Daqui a pouco vão importar índios americanos para fazer a dança da chuva...
O futuro descrito em documentários apocalípticos, sobre refugiados do clima, está deixando o terreno das suposições e começando a se tornar uma incômoda e real possibilidade...

sábado, 10 de janeiro de 2015

Nossas Preparações Podem Ser Em Vão...

Nos preparamos para crises. Mas, se a esperada SHTF for tão intensa que torne a Terra um lugar inabitável, ainda que por poucos anos? Tudo o que fazemos se tornaria em vão...
Eis algumas tragédias que, se acontecerem, vão tornar a nossa sobrevivência praticamente impossível.

1) Colisão de estrelas, quasares, supernovas

Estes são fenômenos que acontecem com bastante frequência no universo. Eles lançam quantidades imensas de energia e radiação no espaço. E, são tão potentes que, se acontecerem na nossa galáxia e as energias vierem em direção à Terra, podem ser fatais. Elas podem liberar sobre o planeta imensas quantidades de raios-X, por exemplo, quantidade esta que estaria muito além da capacidade da atmosfera nos proteger. Outro efeito, este mais indireto, é que as radiações desses fenômenos poderiam destruir a camada de ozônio, nos deixando totalmente a mercê das radiações solares e cósmicas, o que tornaria a Terra inabitável para a maioria absoluta das formas de vida.

2) Supervulcões

O mais conhecido deles se situa no parque Yellowstone, nos EUA. Mas na verdade, existem 16 potenciais supervulcões na Terra. Caso entrem em erupção, poderiam esconder o Sol por anos, devido à imensa quantidade de cinzas liberadas para a atmosfera. As temperaturas cairiam drasticamente e, certamente, muitas espécies seriam extintas. Quem sobrevivesse, habitaria um planeta escuro, extremamente frio e totalmente sem recursos de alimentação oriundos da natureza. Se a situação se perdurasse por anos, as chances de alguém escapar seriam mínimas. Sem falar nos efeitos psicológicos de tamanho frio e escuridão.

3) Impacto de um grande asteroide

Os efeitos seriam semelhantes aos dos supervulcões, com o agravante de a queda de tal petardo espalhar incêndios por causa das pedras incandescentes que cairiam por todo o planeta, ou, se caísse no mar, de espelhar ondas gigantescas por boa parte dos litorais do mundo.

4) Guerra nuclear

Os efeitos também seriam semelhantes aos de um supervulcão, com o agravante da precipitação de partículas radioativas e dos pulsos eletromagnéticos, que desabilitariam boa parte dos equipamentos eletrônicos e redes elétricas mundo afora.

As chances dos acontecimentos descritos acima acontecerem são muito baixas para os próximos 50, 100, 200 anos. Mas, as três primeiras causas de desastres já aconteceram em algum momento da história e voltarão a acontecer em algum momento do futuro. Talvez, quando acontecerem a humanidade não exista mais como espécie (a quarta causa tem um grande potencial de tornar isso realidade), ou já esteja de tal forma evoluída que teria como evitar/fugir.
Mas, certamente, durante nosso tempo de vida, testemunharemos diversos cenários de crise. A maioria absoluta será de curta duração e localizada. Mas poderemos testemunhar eventos que, se não nos ameaçarão enquanto espécie, certamente ameaçarão a nossa sociedade tecnológica, muito embora eu espere que, sinceramente, isso não aconteça.

Seja como for, manter-se preparado é muito melhor do que não fazer isso!

Fanatismo

São fanáticos! Os que mataram e os que morreram. 

O recente ataque ao jornal Charlie Hebdo, no qual vimos cenas de extrema frieza e covardia, mostra apenas o seguinte:
Quem, em sua sã consciência, entraria na jaula de um leão faminto, e ficaria dando tapas no seu focinho, só para fazer algumas pessoas rirem? Ainda mais depois do leão já ter dado algumas patadas? Guardadas as devidas proporções, foi exatamente isso que os cartunistas fizeram.
Alguns alegam que era só brincadeira, humor. Mas, é brincadeira desde que você não se sinta ofendido. O leão não iria perceber que os tapas no focinho dele eram brincadeira. Ele ficaria com muita, mas muita raiva, e partiria para o ataque.
Foi tolice dos chargistas, digna do mais elevado grau de fanatismo, não perceber que certas pessoas agem como leões (e foram até chamadas assim por quem aprovou o ataque). Matar pessoas desarmadas de maneira como os terroristas fizeram também demonstra um alto grau de fanatismo e intolerância.
O problema é que graus de fanatismo elevados como esses faz com que atitudes extremas possam ser tomadas sem que se importe com as consequências. O que impede um grupo de fanáticos de, por exemplo, destruir uma cidade como Nova Iorque com uma explosão atômica? Ou de desabilitar a internet em escala mundial? Ou de tentar qualquer outra coisa que possa provocar um gigantesco baque na civilização?
E não me refiro somente à fanáticos religiosos não. Existem pessoas que adorariam ver o caos, simplesmente porque na mente delas isso seria algo libertador para a humanidade, ou mesmo divertido. É bom ter a certeza de que se algo assim ainda não aconteceu, não foi por falta de tentativas...

Outro aspecto assustador é que parece ser cada vez mais fácil manipular pessoas para que elas se tornem fanáticas e intolerantes. Ainda mais em épocas de crise econômica, como a que estamos atravessando agora. Afinal de contas, se é possível manipular pessoas para fazê-las ir de encontro ao instinto mais básico, que é o de auto-preservação, transformando-as em suicidas, por uma causa religiosa ou ideológica, é possível manipulá-las para fazer quaisquer outras ações. 

Estamos indo em direção ao abismo cada vez mais rápido. E, embora exista a esperança de se reverter esse caminho, esta parece ser cada vez menor. Temos atualmente duas bombas. Em uma delas, o pavio está aceso e queima lenta mas inexoravelmente. Na outra, de pavio curtíssimo, a chama que o acende está cada vez mais próxima...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Petróleo

Contrariando todas as expectativas, o preço do barril de petróleo caiu vertiginosamente nos últimos 6 meses, e está agora a 48 dólares o barril. Mas muitos analistas preveem que o preço possa chegar a 20 dólares. Para países como a Arábia Saudita, não haveria tantos problemas assim pois eles extraem o produto à um preço em torno de 6 dólares por barril. Mas para países como Rússia, Irã, Venezuela e até mesmo para o Brasil, com o pré-sal, que usam processos de extração bem mais caros, é uma tragédia.
Mas, porque o preço do petróleo está caindo com essa velocidade? Um dos motivos é a crescente exploração, por parte dos EUA, do gás de xisto, que pode substituir o petróleo comum, e com isso, diminuiu drasticamente a dependência do país em relação à importação do produto. Além disso, as economias da China e da Europa diminuíram o consumo, por um menor crescimento da primeira e pela crise da segunda. Soma-se a isso, picos de produção dos países exportadores.
A Rússia, que não faz parte da OPEP, organização que reúne grandes exportadores de petróleo, pediu a esta organização que diminuísse a sua produção, a fim de evitar que o preço do petróleo caia ainda mais. Mas a Arábia Saudita, principal produtora e exportadora do planeta, além de principal membro da OPEP, se nega a fazê-lo, pois isso está estrangulando economicamente um de seus maiores inimigos, que é o Irã.
Ok! Mas qual a relação entre a queda do preço do petróleo e possibilidade de geração de crise?
Muito maior do que se poderia pensar a princípio.
Certamente países como a Arábia Saudita devem estar em alerta máximo contra ações terroristas aos seus campos petrolíferos e terminais de exportação. Afinal de contas, eles estão peitando Rússia e Irã, dois dos países mais armados do planeta. O primeiro, como se sabe, invadiu a Ucrânia, muito embora jamais tenha admitido o fato abertamente. E as potências ocidentais nada puderam fazer para evitar, a não ser aplicar sanções econômicas. O segundo persegue com afinco a capacidade de produzir armas nucleares, e talvez até já o tenha feito. Esses dois países já poderiam ameaçar diminuir a sua produção petrolífera. Mas diante do quadro atual, essa medida seria muito mais prejudicial para eles mesmos do que para os países importadores de petróleo. A Rússia talvez consiga, se o desespero continuar aumentando, barganhar com o fato de fornecer o gás necessário para o aquecimento de boa parte da Europa. Isso, porém, seria de eficiência duvidosa, posto que a influência européia sobre os árabes possa ser insuficiente para mudar a postura do país em relação à produção petrolífera. Se o cenário de um barril de petróleo a 20 dólares se concretizar, a possibilidade de ataques terroristas visando diminuir ou até cessar a produção de petróleo dos países árabes pode se tornar uma realidade. E, o que veríamos, além de um súbito e significativo aumento de preço do barril de petróleo, seria um aumento na já elevada tensão da região É bom lembrar que a região já vive em alerta permanente, por causa da crescente ameaça do Estado Islâmico, da Guerra da Síria, além do sempre presente conflito entre judeus e palestinos. Aliás, Israel, assim como a Arábia Saudita, é ferrenho inimigo do Irã, e não hesitaria em atacar o país persa se tal oportunidade surgisse e não trouxesse grandes consequências.
Em um post recente, citei que um dos pontos críticos para a sobrevivência da sociedade tecnológica do Séc. XXI era o terminal de exportação de petróleo de Ras Tanura. Gostaria de dizer que as probabilidades de que um ataque à essas instalações aumentou consideravelmente nesses últimos 6 meses...