quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Guerra Fria 2.0

Nos últimos dias, a Ucrânia foi palco de gigantescas manifestações. O agora ex presidente ucraniano, Viktor Yanukovych desfez um acordo com a União Européia, que já estava sendo negociado desde 2011, e resolveu se aproximar ainda mais da Rússia.
A Ucrânia é de vital importância para os russos. Além de ser um importante mercado consumidor de gás, ainda é atravessada pelos gasodutos eslavos, que distribuem o produto para a Europa, sendo uma das principais fontes de renda da maior república da antiga União Soviética. Os russos também mantém boa parte de seu poder militar em Sebastopol, cidade litorânea ucraniana, que foi arrendada por eles em troca da diminuição de 30% do custo do gás para a Ucrânia.
O país é basicamente dividido em duas populações. Os mais jovens, falam ucraniano e querem uma aproximação maior com a Europa. Os mais velhos, falam russo e tem saudades dos tempos de glória da era soviética. A Rússia não tem interesse em permitir que a Ucrânia se aproxime da União Européia, pois isso implicaria na possível taxação de seu gás e em complicações relativas à sua base militar. Em outras palavras, os russos perderiam muito dinheiro e influência. Exatamente o que querem as potências ocidentais. Controlar a Ucrânia seria controlar o gás russo. A Rússia também seria obrigada a ceder em várias questões importantes, até mesmo em relação à vetos no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Analisando bem a situação, vemos que Yanukovych era um fantoche de Vladmir Putin. Mas, depois das mortes nos protestos, Yanukovych preferiu abandonar o poder e fugir. Agora, a Ucrânia tenta criar um governo provisório capitaneado por Olexander Turchynov, com clara tendência a se aproximar do Ocidente. A população pró Rússia não aceita tal governo e os riscos de surgirem movimentos separatistas é grande, o que não seria interessante para os russos. Vê-se surgindo no horizonte uma união ucraniana feita à força, por intermédio de uma intervenção militar, nos moldes da Primavera de Praga. Só que, ao contrário dos anos de bipolarização da década de 1960, os russos não estariam invadindo o seu "quintal". As potências ocidentais certamente vão se opor se tal movimento ocorrer. De que forma isso acontecerá, não se sabe. Depois da crise Síria, em que a Rússia acabou saindo vencedora ao impedir um ataque ocidental ao país árabe, uma outra derrota seria vista pelo mundo como um claro sinal de fraqueza e covardia do Ocidente. Mas, ao mesmo tempo, deve-se lembrar que a Rússia tem o segundo maior arsenal nuclear do planeta. Os EUA, pareciam estar num período em que há muito mais preocupações internas que externas. Mas, percebendo os possíveis desdobramentos da crise ucraniana, já entraram em cena para capitanear as negociações do lado ocidental.
Uma situação potencialmente séria começa a surgir. A Guerra Fria do Século XXI é muito mais complicada. Existem muito mais países participantes. E, ao contrário de sua análoga do século passado, a ligação entre os, digamos, blocos, é muito mais intensa, principalmente no que diz respeito à economia. O que um faz, afeta não só o seu adversário, mas também o mundo todo.

É esperar para ver...

Mantenham-se preparados...

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Sobre trânsito e caos

A minha rotina exige que eu faça uso constante do carro. E, é um pesadelo. Não é raro o dia em que acabo vendo um acidente. E não é raro o dia em que motoqueiros alucinados e motoristas apressados quase causam acidentes que poderiam ser muito sérios.
Porque as pessoas estão dirigindo de forma totalmente irresponsável e inconsequente? Vai além da falta de educação. É algo mais básico. Se você parar para pensar, não vale a pena um motoqueiro atravessar na frente do seu carro, tirando tinta, literalmente, de seu para-choques. Se ele se desequilibra, pode até morrer, ou ficar seriamente machucado. Para que isso? Quantos segundos ele perderia ao ser prudente? Por mais mal educado que um motorista possa ser, simplesmente não dá para entender o porque de arriscar a vida fazendo maluquices, dirigindo sem pensar. Esse é o ponto. Na correria da vida diária, com a pressão cada vez maior por resultados, na pressa cada vez maior em ganhar dinheiro, as pessoas parecem estar arriscando cada vez mais por cada vez menos. Só assim para entender o que acontece no trânsito.
Agora, pare para pensar. Se é assim no trânsito, porque não o seria em setores realmente críticos da civilização? Quem nos garante que o tráfego aéreo é seguro? Com o crescimento do número de voos no país e com a precariedade de nossa infra-estrutura, quantos quase acidentes devem ocorrer nos céus do Brasil todos os dias? E o nosso sistema de produção de alimentos? Quem nos garante que o que estamos consumindo passou realmente por todos os controles de qualidade? Voltando à questão do trânsito, vocês têm reparado na quantidade de recalls da indústria automobilística ultimamente? Isso indica sérias falhas no processo produtivo, sem dúvida por causa da pressa e da extrema competitividade. Será que nossas redes de distribuição de energia são realmente eficientes, ou estão quase no limite? E as usinas nucleares de Angra? São realmente seguras ou estão operando com requisitos mínimos de segurança, ainda mais com o consumo recorde de energia do país em 2014? Será que ainda não aconteceu nada mais sério por uma questão de sorte? Vejam os sistemas de transporte urbano das grandes cidades brasileiras e o número excessivo de falhas, que acabam com a paciência da população.
Muitos estudos mostram que, em estados de grande pressão por demanda, muitos procedimentos que garantiriam o bom funcionamento de sistemas são postos de lado. Então, no trânsito, um motoboy que tem que entregar uma pizza ou um documento urgentemente esquece de procedimentos básicos de segurança para cumprir a tarefa, porque senão ele vai perder dinheiro e não vai conseguir sustentar a família. Um caminhão que poderia carregar no máximo 10 toneladas com segurança, carrega 20. E se o dono do veículo recusar, ele sabe que vai perder a carga, e vai perder dinheiro. E por aí vai.
É por essas e outras que, com cada vez mais pressão, alguém alguma hora vai cometer um erro de julgamento e vai gerar uma crise muito grave. Com sistemas cada vez mais sobrecarregados e frágeis, parece ser uma questão de tempo...

Mantenham-se preparados

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Sobrevivencialismo e Cidades

As grandes cidades definitivamente são o pior lugar para se estar em dias normais. Em cenários de crise então, nem se fala. O trânsito é terrível, as distâncias muito grandes, as aglomerações de pessoas muito intensas. A qualidade do ar e dos serviços, especialmente os de transporte e saúde não é boa. Os custos são altos.
Num cenário de crise, as cidades se tornariam insuportáveis. Mesmo para um sobrevivencialista. Para começar, é preciso sorte. Em crises que comecem de forma repentina, como um blecaute, estar fora de casa é um problema sério. A maioria das pessoas nas cidades moram a 20, 30 km de seu trabalho. Uma queda de energia faz com que os semáforos parem, e como consequência, o trânsito para. Os trens e metrô, movidos à eletricidade, também param. Se tal situação ocorrer em horário de pico, muita gente ficara presa neles. Dependendo da duração do blecaute, não restara outra alternativa a não ser andar. Sabemos que as cidades são inseguras e que, certamente, muitos meliantes aproveitarão a falta de energia para praticar atividade criminosa. Portanto, a sorte é necessária para se estar em casa, ou pelo menos perto de casa.
Se a crise se estender por 3 ou 4 dias, o lixo tomará conta das ruas, faltará água e comida, faltará gás e combustível. As forças policiais ficarão sem ação. Morar em prédios de apartamentos, especialmente nos últimos andares não será nada fácil sem energia. Só o fato de ter que subir e descer dezenas de andares de escada será torturante, especialmente para os mais velhos e mais frágeis.
Sair das cidades após o começo de uma crise não será nada fácil. Mesmo que se tenha algum meio de transporte, as estradas estarão bloqueadas, e as ruas muito perigosas. Muitos grupos de pessoas se organizarão para conseguir os recursos de que precisarem, e de todas as formas possíveis. Entre estes indivíduos provavelmente estarão policiais e soldados, que usarão seus uniformes para enganar quem tem anseio por alguma segurança.
O sobrevivencialista urbano se preparará para ficar 2, 3 meses sem sair de casa. Mas mesmo assim, terá sempre que prestar extrema atenção na vizinhança. Será difícil manter o local adequadamente higienizado, pois, o abastecimento de água e o sistema de coleta de esgotos estará comprometido. Nas ruas, o acúmulo de lixo e sujeira atrairá toda a sorte de animais nocivos, tais como ratos e baratas. E eles certamente vão acabar por invadir as casas e apartamentos.  Dependendo da época do ano em que a crise aconteça, ainda se tem o agravante do extremo calor e das poucas possibilidades de combatê-lo.
Quem tem a filosofia sobrevivencialista e vive em grandes cidades, deveria ter como meta deixá-las. Muitos profissionais hoje em dia conseguem trabalhar remotamente. Outros, podem conseguir empregos em cidades menores. Certamente vão ganhar menos, mas gastarão menos e terão mais qualidade de vida. Mas, para muitos sobrevivencialistas que nasceram e foram criados em metrópoles é muito mais complicado deixá-las. Laços familiares e afetivos são muito fortes. Nesses casos, deve-se ao menos tentar convencer as pessoas de quem se gosta a se preparar, e bolar métodos que facilitem o enfrentamento de crises.

Mantenham-se preparados, onde quer que estejam!

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Roupas, Calçados e Preparação

Quando fazemos uma preparação à longo prazo, pensamos em tudo: Comida, remédios, abrigo, armas, produtos de higiene e limpeza. Mas, geralmente nos esquecemos das roupas e calçados. 
É importante fazer uma preparação levando em conta também as roupas e calçados, além de produtos necessários para o seu reparo/limpeza. Para começar, na hora de escolher as roupas, invista em peças resistentes e que possam ser reparadas com relativa facilidade, como calças jeans, camisas e camisetas de algodão. Se na região em que você mora o uso de casacos for necessário, invista em modelos que podem ser reparados com facilidade. Jaquetas jeans podem ser uma boa. Mas casacos de tecidos sintéticos ou de lã também, embora se precise tomar um pouco mais de cuidado com o seu uso, por serem mais difíceis de reparar. Também é bom ter em seu estoque peças leves, como calções e bermudas, para os dias mais quentes. 
É interessante fazer um grande estoque de meias, pois, são peças baratas, mas que se estragam depois de muito uso e são mais difíceis de consertar. Em lojas populares, você encontra pacotes com até 12 pares por um preço bem razoável. Vale o mesmo para roupas íntimas. Fazer um estoque grande dessas peças é muito interessante, pois, ficar sem elas pode ser bem desconfortável para a maioria das pessoas. No caso das mulheres, a roupa íntima, especialmente o sutiã, é relativamente caro, especialmente se for uma peça de qualidade. Mas, vale a fazer um esforço no sentido de se criar um estoque. 
Deve-se fazer também um estoque de calçados. Botas e tênis são uma boa pedida. No primeiro caso, existem diversas opções, deste coturnos usados pelo Exército, que primam pela resistência, até botas para trilhas, que, além de resistentes, são confortáveis, embora bem mais caras. Já os tênis não são tão resistentes, mas são bem confortáveis, e, se você não vai se aventurar por caminhos muito íngremes, podem ser uma boa opção. Existem tênis em todas as faixas de preço. É importante também ter sandálias, como as de borracha, para momentos em que você vai permanecer dentro do abrigo. Não aconselharia o uso delas nas saídas, pois é bom evitar qualquer tipo de ferimentos nos pés, num cenário de crise. 
Outros produtos que devem ser incluídos na sua preparação são colchas, lençóis, mantas e colchões. 
É bom aprender também técnicas de lavagem de suas roupas, usando pouca água e sabão, pois, durante uma crise, provavelmente você não poderá usar a sua máquina de lavar, que é extremamente dispendiosa em termos de água e energia. Também é bom aprender algumas técnicas de costura, caso seja necessário consertar alguma roupa. Inclua também nas suas preparações, carretéis de linha e agulhas. 
Além do conforto, físico e psicológico, de se ter roupas e calçados bem conservados, limpos e confortáveis, dependendo da intensidade e da duração da crise, uma parte de seu estoque poderá até ser usado como moeda de troca, bastante valiosa. 

Mantenham-se preparados! 

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

"Profetas do Apocalipse"?

Neste semana li um texto bastante interessante, que não tinha relação com o sobrevivencialismo, mas que se referia a quem acha que alguma tragédia vai acontecer num futuro próximo como "profetas do apocalipse".
Acho que foi uma colocação infeliz. Nenhum sobrevivencialista quer que uma crise aconteça. Ninguém em sã consciência quer ver a desintegração da nossa sociedade. Ninguém quer passar por blecautes generalizados, falhas da internet, crises econômicas ou pandemias, assim como ninguém quer sofrer com inundações, secas e violência. Mas o fato de não querer passar por elas não significa que devemos ficar despreocupados, com a guarda baixa.
Durante milênios, diversas crises quase puseram fim à humanidade. Acontecimentos como a Era Glacial e a Peste Negra nos ameaçaram bem de perto. Mas estes foram eventos que não foram causados pelo homem. A partir do século passado, em que a tecnologia passou a fazer parte da vida cotidiana, nos achamos senhores do mundo, e que nenhum fenômeno da natureza iria mais ameaçar a nossa existência. Mas esquecemos de dois fatos. O primeiro é que no Século XX, a tecnologia trouxe ao homem a capacidade de destruir a sua própria espécie. E não falo só da bomba atômica. As pesquisas genéticas com microrganismos, tanto para a cura de doenças, como para a criação de armas biológicas, além de modificações genéticas em plantas e animais, como os produtos transgênicos,  trouxeram novas ameaças. O conhecimento humano sobre os genes é bastante incompleto. Não se sabe exatamente qual o efeito que essas mudanças artificiais podem trazer à vida. E nos laboratórios espalhados pelo mundo, microrganismos modificados e extremamente letais só esperam alguma falha de segurança, acidental ou intencional para se espalharem mundo afora com efeitos inimagináveis. As mudanças climáticas que estamos causando com as nossas atividades são gritantes, e, a cada ano, parecem se tornar um motivo cada vez maior de preocupação. O segundo fato é que a própria natureza é capaz de surpreender o homem de várias maneiras. Supervulcões, meteoros, mutações em microrganismos, tempestades solares, e outros fenômenos podem acabar, se não com a humanidade enquanto espécie, com a tecnologia do Século XXI e nos levar de volta às condições de antes da Revolução Industrial. Toda a nossa infra-estrutura tecnológica é frágil, e a cada dia se torna mais frágil.
É claro que, muitos dos fenômenos descritos acima tem pouca probabilidade de acontecer. Mas o meteoro da Russia no ano passado, que por muita sorte se desintegrou na atmosfera e não matou ninguém, mostra que o nosso conhecimento é, no mínimo, insuficiente.  Ninguém perde o sono à noite preocupado com a queda de um meteoro, com uma possível erupção do supervulcão de Yellostone ou com o temor de um atentado terrorista atômico em Moscou. Mas todas essas possibilidades existem, e dar as costas à elas é burrice.
Na minha visão, um "profeta do apocalipse" não acredita que nada vai dar certo, que estamos condenados, que a Terra está num beco sem saída. Mas não é assim que o sobrevivencialista pensa. Pensamos apenas no seguinte: Seguro morreu de velho. Melhor prevenir que remediar. Como muitos, queremos um mundo melhor, mais justo, mais limpo, mais igual, mais feliz. Queremos um mundo sem drogas, sem doenças, sem poluição, sem problemas energéticos. Mas, estamos cientes de que, da maneira como tudo está estruturado hoje, teremos que passar por um choque muito grande para corrigir a direção de nossa caminhada. E, embora não seja garantia de sobrevivência, estar preparado para os choques, as crises,  é a nossa filosofia de vida.

PS - O texto a que me referi no começo do post fala sobre a Copa do Mundo, e os "profetas do apocalipse" que acham que o torneio não dará certo. O autor faz referências até sobre o H1N1 e a pandemia que não houve. Quem se interessar e quiser ler esse texto, o título é Vai Ter Copa.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Informação Útil: Armas permitidas Segundo a Legislação Brasileira

Carabina Rossi  .44
Foto: Rossi

Eis uma lista das armas de fogo permitidas aqui no Brasil:

- espingardas e todas as armas de fogo, congêres de alma lisa, de qualquer modelo, tipo, calibre ou sistema;

- armas de fogo raiadas, longas, de uso civil já consagrado, como carabinas, rifles e armas semelhantes, até o calibre .44 (11,17mm), inclusive, estando excetuadas ao uso permitido, apesar de terem calibres inferiores ao máximo admitido acima (11,17mm), as armas de calibres consagrados como armamento militar padronizado, como, por exemplo, 7mm; 7,62mm (.30); 223;

 - revólveres, até o calibre .38 (9,65mm), inclusive;

 - pistolas semi-automáticas, até o calibre .380 ACP (9mm curto):

 - garruchas, até o calibre .380 (9,65mm), inclusive;


- espingardas ou pistolas de pressão por molas (que atiram setas ou pequenos grãos de chumbo ou balas pequenas, de matéria plástica), até o calibre 6mm, inclusive;

 - armas que tenham por finalidade dar partida em competições desportivas, que utilizem cartuchos contendo, exclusivamente, pólvora e que são conhecidas, na gíria dos armeiros, pelo nome de "espanta-ladrão";

 - cartuchos vazios, semicarregados e carregados com chumbo, conhecidos como cartuchos de caça, quaisquer que sejam os respectivos calibres e os diâmetros dos grãos de chumbo com que são carregados;

 - cartuchos carregados com balas, para armas de fogo raiadas, de uso permitido, exceto as que, embora dentro dos calibres permitidos, possam multiplicar estilhaços no tiro, possuam ação explosiva ou incendiária ao impacto do projétil ou possuam características que só as indiquem para emprego em fins policiais ou militares;

-  chumbo de caça, inclusive a escumilha;

-  lunetas e acessórios para as armas de uso permitido.


Embora aqui no Brasil não se pode ter armas com calibres de uso miliar (como o 7,62mm) e nem armas automáticas de nenhum calibre, pode-se ter acesso à armas muito poderosas, que impõem bastante respeito, como as de calibre .357 Magnun e as .44. Exitem na internet vários vídeos demonstrando o poder de fogo desses calibres. Lembrando sempre que, ao comprar uma arma, deve-se observar os termos da Legislação. Além disso, é proibido andar armado. Em caso de transporte da arma, deve-se requisitar uma Guia de Transporte à Polícia Federal. Além disso, arma e munição devem ser guardadas em compartimentos separados, ou seja, a arma não pode estar carregada. 

Mantenham-se preparados. E atentos.

Sobre vulnerabilidade e hackers

Os índices das principais bolsas de valores do mundo caem brutalmente no começo dos pregões na Segunda Feira. As ações das principais empresas perdem valor rapidamente. Isso gera uma avalanche de ordens de venda, pois os investidores querem evitar perder mais dinheiro. Logo, se descobre que tudo não passou de um erro, causado intencionalmente por vírus de computador. Mas, já era tarde demais. As quedas nas cotações foram tão grandes que todas as bolsas param. Esta aberto o caminho para uma crise econômica sem precedentes.

O piloto de um drone de ataque da Força Aérea dos EUA perde o controle sobre seu aparelho em um teste sobre o Mar do Norte. Este drone carrega duas bombas com alto poder de destruição. Sem poder fazer nada, o piloto vê o aparelho voando em direção à um navio cargueiro da Rússia, e fica aterrorizado quando o drone lança as suas bombas e atinge o navio em cheio, afundando-o e matando toda a tripulação. O drone foi hackeado. Embora os americanos tentem convencer os russos de que o que houve foi uma falha, estes não acreditam na explicação e a tensão entre os países aumenta à níveis que não se viam desde o fim da antiga URSS.

Em vários aeroportos no mundo, aeronaves caem a poucas centenas de metros das pistas. O sistema de navegação GPS foi desabilitado por hackers que acessaram os computadores que controlam os satélites e os fizeram acionar seus foguetes de manobra de tal maneira que a transmissão de sinais ficou totalmente prejudicada. Todos os voos comerciais no planeta foram cancelados.

Estas três situações descritas acima são possíveis e talvez nem tão improváveis assim. Se muitos creem que os sistemas comerciais, militares e governamentais são extremamente seguros, reconsiderem.
Muito embora todos esses sistemas sejam defendidos pelos profissionais especialistas em segurança da computação mais competentes do mundo, do outro lado há também verdadeiros gênios querendo sobrepujar as defesas computacionais e levar o caos à uma determinada organização, instituição, ou até mesmo, país. Governos como o norte-coreano e grupos terroristas como a Al-Qaeda certamente tem em seus exércitos guerreiros digitais bastante capazes.
Além disso, sempre há o inesperado. A NSA, agência de segurança nacional dos EUA, foi infiltrada, de dentro. Eduard Snowden, analista da referida agência, conseguiu divulgar para o mundo todo o programa americano de espionagem aos próprios aliados, entre eles Alemanha, Inglaterra e Brasil. Ele fez isso usando softwares de baixo custo bastante populares na Internet para acessar os documentos que circulavam na rede interna da agência. Ninguém esperaria que um "traidor" trabalhasse na NSA e por isso não  se preocuparam tanto com a eficácia das medidas de prevenção à acessos não autorizados vindos de dentro.
Quem garante então que hackers não possam ser contratados para trabalhar nas empresas ou governos que eles querem destruir? Quem garante que já não haja hackers trabalhando nas bolsas de valores, nas agências espaciais, nos centros militares?
Muito embora computadores, internet e GPS tenham trazido uma verdadeira revolução na maneira como o mundo trabalha, se comunica e se orienta, também aumentou o grau de vulnerabilidade. Há 40 anos, poucas pessoas sentiriam falta de um computador. A internet nem era conhecida. E a navegação se dava por bússolas, mapas, e nos veículos mais avançados, sistemas inerciais e radiofarol. Hoje, sem computadores e internet, não se poderia nem fazer uma compra em um supermercado. Todos os principais sistemas são controlados por computadores e internet. De transações bancárias à geração de energia. Sem GPS, muitos não saberiam se orientar nem nas suas próprias cidades, aviões e navios ficariam sem rumo.
A cada dia em que a tecnologia vai ficando mais complexa, também vai ficando mais vulnerável. Falhas que nem seriam notadas há 20 anos, hoje podem ser catastróficas. E os hackers, governos e grupos terroristas sabem disso.
Portanto, mantenham-se preparados e atentos. Sempre.