sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Roteiro de Filme Catástrofe?

Ontem vi a minha primeira tempestade de areia. Mas não estava no deserto, e sim no sertão pernambucano, Moradores da região me garantiram que jamais haviam visto tal coisa. Depois de meses sem chover, ventos muito fortes levantaram uma grande nuvem de poeira. Parecia, embora em muito menor proporção, com aquelas tempestades de areia que assolaram parte dos Estados Unidos nos anos 30. Enquanto isso, no Hemisfério Norte, chama a atenção as temperaturas recordes para o inverno. Em Nova York, 22 graus, quando deveria estar fazendo 6. Em Estocolmo, seus cidadãos terão um Natal sem neve, que é algo muito raro. Voltando ao Brasil, chuvas com granizo no interior do Ceará, chuvas sem fim no Sul...
A todo instante, vemos as notícias meteorológicas nos telejornais, muitas vezes acompanhada da frase "tal fenômeno nunca tinha sido registrado em tal lugar" ou "as maiores chuvas, ou secas, ou tornados, ou outros, já registrados em 75, 100, 125 anos"...
Diante de tudo isso, percebemos que, independente do que os cientistas digam (há correntes que defendem que há aquecimento global, enquanto outras são  céticas em relação à isto), o clima está mudando, está ficando mais extremo. O que acontecerá nos próximos meses ou anos?
Os sobrevivencialistas devem, na minha humilde opinião, ficar mais atentos aos fenômenos climáticos. Devemos aumentar o ritmo de nossas preparações. Pois, parece que estamos seguindo um roteiro daqueles filmes catástrofe hollywoodianos. Uma série de fenômenos anormais são o prenúncio de que uma mudança muito drástica pode está á caminho. Será que podemos extrapolar isso para a nossa realidade?
A verdade é que o homem pouco sabe sobre o clima, e menos ainda a sua real influência nos padrões climáticos. Alguns cientistas defendem a "teoria do filme catástrofe". Eles alegam que o clima do planeta é um sistema marginalmente estável. Isto significa que pequenas modificações (como as causadas pelo aumento dos gases do efeito estufa oriundo das nossas atividades) podem desestabilizar o clima de forma muito intensa, e que estamos realmente muito perto de um ponto crítico.
Eu particularmente acredito que esta teoria soa um tanto exagerada. Porém acredito que as alterações locais já são suficientes para provocar crises localizadas. E para quem está no meio de uma SHTF, não importa se ela é local ou global.
Volto a dizer, portanto, que devemos aumentar o ritmo de nossas preparações, e que devemos procurar alternativas, como BOLs. Claro que a maioria de nós não teria como arcar com os custos de manter dois ou mais lugares preparados para emergências. Mas, devemos ao menos pensar em rotas de fuga para eventos dessa natureza.
Fiquemos de olho, jamais baixemos a guarda...

E Feliz Natal!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Sobre comunicações e fragilidade

Uma ação judicial bloqueou o popular aplicativo de troca de mensagens WhatsApp por 48 horas em todo o território nacional. Este é um fato bastante preocupante.
Em primeiro lugar, preocupa o fato de que uma juíza, em um determinado município brasileiro possa tomar uma decisão que afeta mais de 100 milhões de pessoas. Considerações à parte sobre vício digital, muitos usam este aplicativo para realizar diversas tarefas relativas ao seus trabalhos. Muitos terão que procurar outras formas de contactar seus clientes e fechar seus negócios, o que vai gerar prejuízos consideráveis num país que já está em crise financeira. Não se sabe nem o real motivo de tal decisão. Tanto poder concentrado nas mãos de uma única pessoa é um convite para tomar ações que podem ser consideradas ditatoriais e contra o interesse público.
Agora, imagine o que um governo que pode se ver sem saída pode vir à fazer. Não sei se há impedimentos técnicos, mas, teoricamente, parece não haver nada que possa impedir uma medida judicial que interrompa o funcionamento de todas as linhas de telefonia celular de uma cidade, estado ou do país. O mesmo deve valer para internet.
O que quero dizer com isso é que uma pessoa pode, através de uma simples medida judicial, trazer o caos. Esta situação revela um tipo até então insuspeito de perigo. O perigo de que algumas de nossas principais formas de comunicação possam ser interrompidas não por fenômenos da natureza ou ataques terroristas, mas simplesmente por uma canetada. Eu particularmente duvido que, quem toma uma decisão dessa natureza, está interessado no bem-estar da população.
Esta parece ser mais uma prova de que, quanto mais desenvolvida uma tecnologia, mais frágil ela se torna. Mais um motivo para todo sobrevivencialista investir em formas de comunicação que não dependam do sistema para funcionar. Talvez a melhor opção para uma comunicação desta natureza seja o rádio. Existem diversos modelos, fixos e portáteis, com diversas potências e alcances. Existem outros meios de comunicação off-grid, como por exemplo, o uso de pombos-correio. Mas, sem dúvida, o mais prático e eficiente é o rádio.
Devemos ficar atentos à mais esta ameaça...

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Como viver sem água

Esta semana estamos passando pela experiência de ficar sem água.

Aqui, com o racionamento no esquema de 4 dias sem água e 3 dias com água (na prática é 5 dias sem) por semana, quando tem água, enchemos as caixas, e, por precaução, enchemos também diversos tonéis e reservatórios, para não sermos pegos de surpresa.
Só que um defeito na válvula de retenção no encanamento fez com que, toda a água acumulada nas caixas escorresse de volta para a tubulação, quando o fornecimento foi interrompido.
Então, estamos nos virando só com a água dos tonéis (uns 250 litros).
Vou dizer que é algo extremamente estressante, ainda mais quando se tem filho pequeno. Qualquer coisinha, como usar o banheiro, escovar os dentes, lavar um prato ou tomar um banho dão uma mão de obra incrível. Um exemplo, ao levantar de manhã, a primeira coisa que se faz é ir ao banheiro e depois lavar o rosto. Depois de urinar, automaticamente se aperta a descarga. Então você se lembra que não tem água, e, para economizar, espera as três pessoas da casa urinarem (e o aroma que fica não é lá muito agradável) para só então ir aos fundos da casa, onde estão os tonéis e encher um balde para dar a descarga. Na hora de lavar o rosto, automaticamente se abre a torneira. Só que, como não sai uma gota, o jeito é usar a água da baciazinha em cima do balcão da pia. São idas e vindas com um balde para se fazer um café, para se lavar os alimentos, a louça e deixar tudo limpo. Os banhos são extremamente insatisfatórios, especialmente numa época de extremo calor como essa. Temos que apelar para o banho de cuia. E, parece que o meu filho advinha que não tem água e se suja mais que o habitual.
E, apenas 2 dias depois, os 250 litros de água estão perto do fim, mesmo tomando todo o cuidado. A sorte é que temos as casas dos parentes para nos salvar. Mas, e se fosse durante uma crise séria? E se o abastecimento na cidade for totalmente interrompido (há uma boa chance de que isso venha a acontecer no próximo mês de Janeiro)?
O que está acontecendo comigo e com minha família está servindo de alerta. Precisamos de muito mais água do que pensamos. Precisaremos, durante as crises, rever diversos conceitos em relação ao uso da água. E olhe que, pelo menos em relação à água para nosso consumo, temos diversos galões de água mineral. Mas, em caso de colapso total no abastecimento, não teremos como repor esta reserva. Não existe nenhum plano governamental para garantir um mínimo de água para a população. Não quero nem imaginar o que pode acontecer se, de fato, a água parar de chegar.
E, para piorar ainda mais a situação, não há chuvas previstas para os próximos dias aqui na região.

Para quem vive em regiões sujeitas à crise hídrica, as relações com a água terão que mudar. Temos que economizar. A era da água farta parece estar chegando ao fim. Coisas como banhos demorados, brincadeiras com água e piscinas podem se tornar artigos de luxo num futuro muito próximo...

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Sobre Crise Financeira e Funcionalismo Público

Antes de mais nada, gostaria de dizer que não apoio nenhum partido político. O que vem à seguir é apenas uma constatação dos fatos.
Vivemos uma crise financeira moderada. Ela só não é pior porque, entre outros fatores, o funcionalismo público e seus concursados, que conseguem manter seus empregos qualquer que seja a situação econômica, não é atingido da mesma forma pela crise que, por exemplo, um comerciante, que tem boa parte de seu faturamento oriundo do setor privado.
Porém, ontem, de maneira absolutamente inédita, um senador da República foi preso. E este senador era o líder do governo. A principal consequência disso é que o governo corre um sério risco de não conseguir votar, entre outras coisas, a nova meta fiscal de 2015. Em caso de não votação, o governo, para evitar consequências como o impeachment, teria que cortar em um mês cerca de 100 bilhões de reais, a fim de atingir a meta fiscal atual. Alguns analistas preveem que, entre outras coisas, a folha de pagamento dos funcionários públicos federais seria duramente afetada, bem como o repasse de recursos para estados e municípios., o que afetaria também o pagamento de funcionários públicos destas esferas. E mais. Tal situação poderia afetar também todos os pagamentos do governo para prestadores de serviço. Isso, sem falar nos cortes terríveis nos benefícios sociais.
O governo ficaria encurralado. Ou estouraria a meta fiscal e sofreria um processo de impeachment, ou tentaria se salvar, levando o caos para o país.
A situação pode se tornar imensamente perigosa se, de fato, o governo não conseguir estabelecer uma nova meta fiscal. É muito importante acompanhar atentamente a situação política nos próximos dias em Brasília.
Se estas previsões sombrias se tornarem realidade, teremos meses de extremas convulsões sociais. E os já graves problemas gerados pelas alterações climáticas, ficariam ainda mais graves, pois, se as providências para prevenir/sanar tais problemas já não são tomadas em tempos mais calmos, imagine numa situação como esta.
Eu prefiro acreditar que ainda resta um mínimo de bom senso à classe política. Eles perceberão que, se tal situação se tornar realidade, eles terão matado a sua galinha dos ovos de ouro. E, certamente, não quererão correr o risco de um levante popular. Mas, nunca se sabe...

Hoje, 28/11/2015, acabo de ver em diversos meios noticiosos que o Governo vai suspender todos os pagamentos e obras, num corte emergencial de cerca de 10 bilhões de reais... Os piores temores dos analistas em economia começam a se tornar verdade. Os próximos meses poderão ser muito duros...

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Cuidado com o que deseja...

Ontem, num post sobre a possibilidade de tempestades solares e seus efeitos na nossa civilização, em um grupo numa rede social, vi o seguinte comentário:

 - Todo mês essa notícia aparece, e nada acontece...

Quem faz este tipo de comentário quer que "alguma coisa aconteça". Como assim? Uma tempestade solar pode levar nossa civilização à era pré-eletrônica. É isso que essa pessoa, que se diz sobrevivencialista, deseja? Seria uma tragédia inimaginável! Pensem nas pessoas que estão em UTIs, ou que usam dispositivos ou tratamentos que dependem de eletricidade para funcionar. Poderia ser qualquer um de nós. Pensem nos milhões de pessoas que ficariam encurraladas em metrôs, elevadores ou outras máquinas. Por mais que nos preparemos, um evento dessa natureza poderia acontecer numa hora em que estivéssemos num local totalmente inadequado.
Quem pensa assim, acha que vai sobreviver tranquilamente ao caos, escondido atrás de suas preparações no seu refúgio, ou caçando/coletando alimentos no mato. Não vai ser assim!
Se tomarmos por base o comportamento das pessoas em cenários de crise localizada, como em terremotos, furações, ou até mesmo nas cidades atingidas pela onda de rejeitos de minério de ferro da SAMARCO, em que vimos disputas por água, pessoas sofrendo imensamente, saques, assassinatos. Por mais preparação que se possa fazer, não há nada que garanta 100% de chance de sucesso durante e após uma SHTF. Isso, sem falar nas condições psicológicas, mesmo daqueles que se julgam preparados.
Como você se sentiria se, de uma hora para outra, ficar impossibilitado de se comunicar com alguém que esteja ao menos na esquina? Como seria ficar sem acesso à nenhum tipo de informação? Como seria, mesmo preparado, ver a geladeira desligada, as luzes sem acender, a água sem sair das torneiras? Por mais preparado que estejamos, nossos recursos não são infinitos. Uma hora teremos que arrumar um jeito de arrumar mais. E como seria essa busca por recursos numa situação de SHTF?
Poderia escrever páginas e mais páginas sobre as inúmeras dificuldades de um mundo pós-SHTF. Me preparo para ter uma chance um pouco melhor de sobreviver à situações de colapso. Mas eu não quero que isso aconteça de jeito nenhum! O mundo pode até ser uma porcaria às vezes. Os sistemas de que dependemos podem até funcionar mal. Mas, pode ter certeza de que vai ser muito, muito, mas muito pior se a civilização vier abaixo por qualquer motivo.
Preparar-se é necessário.
E mais necessário ainda é desejar sempre o melhor e nunca o pior...

sábado, 14 de novembro de 2015

Terror?

Não, não vou falar da França. 

Vou falar do Brasil mesmo!

Aqui existe terrorismo. Aqui pessoas inocentes também são baleadas por atiradores com AK-47. Aqui, pessoas são vitimadas por explosões terroristas. Mas não são explosões de dinamite, e sim de irresponsabilidade. E o que motiva os terroristas aqui é a ganância, o poder, o dinheiro.
Ouvi num dos telejornais que cobrem incessantemente o ocorrido na França que agora, os franceses não podem mais ter paz para ir à uma padaria e tomar um café sossegadamente. E nós? Será que podemos? Ninguém percebe que, em muitas padarias, restaurantes, lanchonetes e outros estabelecimentos, mesmo com seguranças armados, são vítimas de constantes assaltos, com requintes de crueldade e frieza análogas aos dos terroristas em Paris? Existem estradas aqui, seja no interior do Nordeste, seja na Linha Vermelha, no Rio de Janeiro, em que se corre sério risco de ser alvejado por balas perdidas. Os tiroteios são de tal intensidade que as pessoas, com seus filhos, são obrigadas a procurar abrigo debaixo de seus carros. Se isso não é terror, então não sei o que é.
A violência em nossas cidades chegou ao ponto em que muitas casas são verdadeiras fortalezas, com câmeras, cercas elétricas e outras medidas para tentar manter afastado o terror que é ser feito de refém por assaltantes, ou o terror de ver anos de trabalho serem levados, ou o terror absoluto de ver sua esposa, marido, pais ou filhos sob a mira de uma arma de um assaltante drogado. 
E o terror de não ter água para beber, ou para higiene? Muitas cidades brasileiras estão sendo abastecidas por caminhões-pipa, pois seus mananciais secaram. E a ameaça que ronda o sistema elétrico, em que as usinas hidrelétricas e seus reservatórios em nível crítico nos assombram com possíveis apagões? Isso é aterrorizante. 

Eu sinto muito pelas vítimas inocentes dos atentados em Paris. Mas, diferentemente do que a mídia insiste em empurrar goela abaixo nas pessoas, aqui também temos terrorismo. Eu sinto muito mais pelas crianças arrastadas por criminosos em um carro. Sinto muito mais pelas vítimas de um lamaçal tóxico. Sinto muito mais pelas vítimas das inúmeras balas perdidas em nossas metrópoles, ou pelo pai de família comerciante, brutalmente assassinado enquanto tentava garantir o sustento da família. 

Só que não teremos nas redes sociais, ou nos noticiários, um milésimo da comoção mundial, ou mesmo nacional, gerada pelos atentados na França. Infelizmente. 

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Sobre Dependência Eletrônica e Zumbis

Ultimamente, temos visto muitos casos, especialmente em grandes cidades, onde pessoas, guiadas por aplicativos de celular que usam GPS e mapas, ou pelos consoles interativos de seus carros modernos, entrarem em verdadeiras enrascadas. Falta bom-senso à muitas dessas pessoas, que confiam cegamente nestes aplicativos e mapas. As pessoas esqueceram de olhar para fora de seus veículos? Será que o senso de localização que guia a humanidade desde tempos imemoriais está sendo destruído pela eletrônica?
Um desses casos foi realmente absurdo. Um casal, procurando uma pizzaria na orla da cidade de Niterói, acabou errando totalmente o caminho e indo parar numa favela, muito distante do local aonde pretendiam ir. Os nomes das ruas, na orla e na favela eram parecidos. O resultado deste erro foi trágico. Mas, é um erro grotesco! Será que eles não perceberam, ao olhar o mapa que a rua NÃO era na orla? Será que eles não pensaram que poderia haver um erro, seja na digitação do nome da rua, seja no próprio mapa? É muito mais provável que, se eles tivessem que se orientar por placas e perguntas à taxistas ou frentistas, tivessem chegado ao local correto sem maiores problemas.
Um outro tipo de dependência, igualmente chocante, embora não tão mortal, foi ilustrado numa reportagem veiculada recentemente em rede nacional. Pessoas que não largam seus aparelhos de celular para absolutamente nada, nem na hora do sexo. Pior que isso, são capazes de interromper o ato se o dispositivo sinalizar a chegada de alguma mensagem!
Ao vermos episódios como esses, percebemos que uma possível crise mais séria pode ser muito mais devastadora psicologicamente do que pensamos. A dependência em relação aos celulares e seus diversos aplicativos, à computadores e outros meios eletrônicos é bem maior do que se admite. Como estas pessoas vão agir se, de uma hora para outra, enfrentarmos uma crise que impossibilite o uso, mesmo que de forma parcial, desses dispositivos?
A grande verdade é que a eletrônica tem tomado um espaço cada vez maior na vida das pessoas. Os relacionamentos interpessoais são feitos hoje muito mais via internet e smartphone do que qualquer outro meio. É impressionante, em reuniões sociais em que pessoas sentadas à mesma mesa preferem interagir através de seus aparelhos, ao invés de conversarem entre si. Muitos hoje são realmente incapazes de se desconectar. Mesmo quando estão dormindo!
Muitos sobrevivencialistas mais fantasiosos creem na possibilidade de um "apocalipse zumbi". E eu começo a também crer nisso. Só que, o apocalipse não se dará com pessoas se transformando em zumbis, e sim na "crise de abstinência eletrônica deszumbificante". A dura realidade de um mundo sem eletrônica, ou ao menos sem internet, será muito, muito dura para muitos. E o número de pessoas que se tornam dependentes demais da eletrônica só aumenta.
E você? É dependente da eletrônica?
Eu procuro ficar o mais independente possível. A maioria de meus artigos sempre são manuscritos e só depois colocados no computador. Quase não uso aplicativos de trocas de mensagens no celular. Ao ir para locais onde não conheço, antes de sair de casa, dou uma pesquisada num mapa da internet. Mas, quando não dá tempo, me guio por placas, e não tenho vergonha de perguntar à taxistas, frentistas, motoristas ou pedestres como faço para chegar em determinado local.
Temos que perceber que a eletrônica pode ser uma poderosa auxiliar em nossas vidas. Mas ela tem nos deixado "zumbificados". Durante a maior parte de sua história, a humanidade viveu sem eletrônica. Acredito que todo sobrevivencialista tem que se preparar para situações de desconexão. Mesmo que não enfrentemos este problema no intervalo de nossas vidas, é bom sempre desconectar, para manter a sanidade mental.